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domingo, 13 de maio de 2012

Primeiro hat-trick em Alvalade de Ricky van Wolfswinkel


Para além do orgulho e do brio profissional e de uma potencial Bola de Prata de melhor marcador do campeonato para Lima, pouco havia a disputar em Alvalade. Mas, mesmo assim, os adeptos fizeram questão de comparecer e garantir o recorde de média de assistências para o campeonato desde a inauguração do estádio, em 2003. E acabaram por festejar o 11.º triunfo caseiro da era Sá Pinto em outros tantos jogos e um inédito “hat-trick” de Wolfswinkel.
Com o terceiro e quarto lugares distribuídos, lisboetas e minhotos protagonizaram uma partida viva e disputada (a espaços), com Lima a ser o mais pressionado dos 22 jogadores em campo. O avançado viu um golo de Cardozo nos instantes finais do Vitória de Setúbal-Benfica complicar-lhe ainda mais as contas no duelo pelo título de goleador.
O atacante partia para esta jornada com os mesmos 19 golos do paraguaio do Benfica, mas tudo se alterou no derradeiro minuto em Setúbal, com um golo que obrigou Lima a correr atrás do prejuízo.
Os bracarenses ainda reduziriam a um minuto do final, de grande penalidade, com um golo de Lima, mas seria demasiado tarde quer para a equipa minhota, quer para o avançado.

A FIGURA DO JOGO: Ricky van Wolfswinkel
Três golos a terminar uma temporada em que deixou grandes expectativas em Alvalade. No total, o holandês apontou 25 golos ao longo da temporada em todas as competições, mas falhou também muitos outros, alguns de forma inacreditável. A verdade é que em Alvalade volta a morar um goleador, para preencher o angustiante vazio deixado por Liedson, um dos melhores goleadores de sempre do clube lisboeta. Com apenas 23 anos, Ricky van Wolfswinkel é um jogador em ascensão e 2012-13 poderá ser a temporada da sua afirmação nacional e internacional.
POSITIVO
Sá Pinto
É verdade que o Sporting terminou na quarta posição atrás do Sporting de Braga, o que não é, de todo, um sinónimo de sucesso. Mas não deixa de ser um facto que Sá Pinto trouxe uma nova alma à equipa. Venceu todos os 11 jogos disputados em casa e acabou por ficar a 16 pontos do vencedor. No ano passado, a equipa ficara a 36.
Schaars
Uma das grandes confirmações do Sporting 2011-12. Um médio de nível que está pré-convocado para o próximo Europeu.
NEGATIVO
Lima
Esteve perto de festejar, mas acabou em desilusão o sábado de Lima. Mesmo assim, terminou a temporada a marcar, acabando com os mesmo 20 golos de Cardozo, mas com mais minutos disputados.
Ficha de jogo
Sporting, 3
Sp. Braga, 2

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Atlético volta a vencer e regressa à final, assim como Falcao.


O Club Atlético de Madrid foi vencer por 1-0 a casa do Valencia CF e vai disputar a final da UEFA Europa League, a 9 de Maio, em Bucareste. Adrián López apontou o único golo do encontro no Mestalla à passagem da hora de jogo.

O encontro contou com dois portugueses em lados opostos, com Ricardo Costa a alinhar pela equipa da casa e Tiago a titular pelos "colchoneros". Os primeiros minutos foram de grande equilíbrio, mas a equipa de Unai Emery, em desvantagem na eliminatória, começou a ganhar ascendente no encontro a partir dos 20 minutos. O guarda-redes do Atlético, Thibaut Courtois, foi primeiro a brilhar a grande altura, ao defender com uma bela estirada um remate de Sofiane Feghouli, recuperando a tempo de desviar a recarga de Jonas. Aos 22 minutos, Feghouli levou a bola a passar muito perto da trave da baliza visitante e, pouco depois, foi Soldado quem esteve perto de inaugurar o marcador para o Valência.

A equipa de Diego Simeone parecia mais preocupada em defender a vantagem de dois golos da primeira mão e, aos 33 minutos, Antonio Barragán cruzou tenso da direita, para mais um desvio de cabeça com perigo de Soldado. O minuto 41 marcou o final das hostilidades na metade inicial. Primeiro foi o belga Courtois que voltou a mostrar qualidades ao defender um remate de Canales, na resposta o Atlético criou com muito perigo, mas Diego Alves mostrou atenção ao sair da baliza para desviar a bola de Falcao.

O segundo tempo começou de forma semelhante ao primeiro, com muito equilíbrio, mas desta vez foram os visitantes os primeiros a criar perigo e de forma decisiva. Diego desmarcou Adrián López aos 60 minutos, o espanhol controlou a bola com o peito e a bateu Diego Alves com um remate soberbo. O golo abalou o moral da equipa da casa, o Atlético assumiu o comando das operações e passou a criar as melhores situações de perigo.
Uma jogada confusa na área dos "colchoneros", aos 78 minutos, provocou um desentendimento entre os jogadores, com o árbitro Damir Skomina a mostrar cartão vermelho ao português Tiago, do Atlético, que falha a final, e a Soldado, do Valência. 


Ninguém do Sporting merecia mais a final do que Rui Patrício.


O Sporting foi afastado da Liga Europa pelo Athletic Bilbau, que vai disputar a final da competição frente ao Atlético Madrid, deixando desde já a garantia de que o futebol espanhol receberá o seu sétimo troféu. Os leões de Sá Pinto chegaram a assustar o inferno de San Mamés, mas pouco, tendo sido imponentes perante a armada ofensiva dos bascos.
O Sporting entrou em campo em vantagem na eliminatória, fruto da vitória tangencial em Alvalade. Do outro lado, no entanto, estava uma equipa que procurava a primeira final europeia do seu historial e que é conhecida por ser muito forte em casa. Ao contrário do Manchester United e do Schalke 04, no entanto, os leões não ficaram a dever muito à qualidade da equipa basca, mas a defesa leonina "borrou a pintura". E um ataque que tem Llorente não costuma perdoar.

O "gigante" basco foi, de resto, a chave da vitória do Athletic Bilbao. Xandão e Anderson Polga nunca conseguiram travar Llorente, que mostrou que não só é bom a fazer golos como a assistir os companheiros. Foi precisamente do seu peito que surgiu a assistência para Susaeta colocar os bascos em vantagem, aos 17 minutos, num golo que os adeptos do Sporting não vão esquecer, por ser precedido por uma falta sobre Schaars, não assinalada pelo juíz inglês Martin Atkinson.


O Sporting não chegou a precisar do "autocarro", uma vez que teve que começar cedo a correr atrás do prejuízo. Os leões de Sá Pinto, no entanto, fizeram uma exibição de pura entrega, sempre à procura do golo, que surgiu já perto do final da primeira parte. O holandês van Wolfswinkel, com um pontapé de ressaca à entrada da área, recolocou o Sporting em vantagem na eliminatória, mas Llorente e Ibaí Gómez estragaram a festa um minuto depois: o passe em habilidade do "gigante" colocou Gómez na cara do golo, em mais uma falha de marcação da defesa do Sporting, e a finalização foi fácil.


Ninguém merecia mais ir à final do que Rui Patrício. O guarda-redes leonino, que levou a equipa às costas nas eliminatória anteriores, somou mais uma mão cheia de defesas, agora em San Mamés, mas os postes das balizas acabaram por tirar o protagonismo aos guarda-redes: Javi Martínez atirou ao ferro (52') e Insúa, na resposta, imitou o adversário (55'). Llorente teve mais sorte aos 88 minutos, uma vez que o remate do basco, após falhas de João Pereira, Xandão e Polga, encontrou a base do poste direito e cruzou a linha de golo. Chega assim o sonho e a ambição do Sporting e dos seus adeptos, de poderem estar na final da liga Europa, e discutir a conquista do troféu em disputa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Uefa Europa League, com uma segunda parte à Sporting.


Sporting 2-1 FC Metalist Kharkiv
Um penalty de Cleiton Xavier aos 90 minutos poderá ser decisivo para o Metalist, após os golos de Marat Izmailov e Emiliano Insúa.


Uma grande penalidade apontada por Cleiton Xavier, em cima dos 90 minutos, minimizou o estragos para o FC Metalist Kharkiv na vitória do Sporting por 2-1 na primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League.

Após o nulo ao intervalo, Marat Izmailov e Emiliano Insúa deram expressão à boa entrada da equipa de Ricardo Sá Pinto na etapa complementar e ajudaram a infligir a primeira derrota fora ao Metalist na presente campanha. No entanto, a 11ª vitória seguida dos “leões” na Europa ficou ensombrada pelo tento tardio do adversário, especialista em marcar na parte final e que poderá revelar-se importante na decisão da eliminatória daqui a uma semana, na Ucrânia, onde não vão estar Daniel Carriço nem os dois centrais da formação visitante, Marco Torsiglieri e Papa Gueye, todos devido a terem visto cartão amarelo.


Com ambas as equipas algo cautelosas na parte inicial do encontro, o primeiro remate surgiu aos 13 minutos, só que Xandão, em zona frontal e após mau alívio da defesa adversária na sequência de um livre, acertou mal na bola e errou o alvo. Myron Markevich pôs oito sul-americanos na equipa titular do Metalist e a técnica dos seis argentinos e dois brasileiros a trocar a bola fez-se logo notar em campo.

Apesar do ligeiro ascendente na luta a meio-campo, e com o Sporting a errar passes e em dificuldade para chegar à área contrária, os visitantes apenas criaram perigo aos 22 minutos num livre directo de Taison, cujo remate passou ao lado da baliza de Rui Patrício, antes de Daniel Carriço tentar a sorte por duas vezes, aos 31 e 38 minutos. 


Contudo, o primeiro pontapé saiu à figura de Oleksandr Goryainov e o segundo foi mal direccionado.Perto do intervalo, Ricky van Wolfswinkel não aproveitou um desentendimento entre o guarda-redes do Metalist e José Ernesto Sosa num lance aéreo disputado na grande área do Metalist. 


A bola ficou à mercê do ponta-de-lança dos “leões”, mas Sosa conseguiu depois interceptar a conclusão fraca do holandês. O Sporting entrou animado na segunda metade e, depois de Izmailov ter rematado ao lado, o médio russo deu a melhor sequência a uma transição rápida seis minutos após o reatamento. Diego Capel arrancou pela esquerda e, depois de tabelar com Emiliano Insúa, cruzou para o tento à boca da baliza.


Matías Fernández obrigou Goryainov a defesa apertada logo a seguir e, depois Jonathan Cristaldo ter também criado perigo no lado contrário, o médio chileno foi carregado em falta perto da área por Gueye. Stjin Schaars deu um ligeiro toque no esférico e Insúa rematou rasteiro e aumentou a vantagem dos homens da casa. O Metalist arriscou mais, mas Patrício esteve à altura ao negar o golo a Taison e ao entretanto entrado Marko Dević, este num lance à boca da baliza. Finalmente, Patrício defendeu o remate do também suplente Marlos, mas depois fez falta sobre Dević.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Benfica igualou provisoriamente o FC Porto na liderança da Liga portuguesa.


O Benfica e o Olhanense empataram sem golos esta sexta-feira em jogo que abriu a 24ª jornada, num encontro muito morno.

Mais um ano que passa e o Benfica confirma que vencer em Olhão é um calvário. Dos grandes. FC Porto e Sporting também ‘empancaram’ na cidade com vista para a Ria Formosa e dali só levaram um ponto. Só os Guerreiros do Minho ganharam, à tangente (4-3). Os encarnados podiam ficar até domingo na liderança, pressionando o FC Porto e o Sporting de Braga, seu adversário na próxima jornada, mas saem do Algarve a pedir um milagre.

O Olhanense não é uma equipa deslumbrante. Têm é um poder de se dispor no campo, fechando espaços, que faz com que seja difícil furar a muralha defensiva. E com isto não se diz que colocaram o ‘autocarro à frente da baliza’. Não. Até porque foram arriscando o contra-ataque, com Toy e Dady como elementos mais ativos. Salvador Agra, que costuma ser uma dor de cabeça, esteve mais apagado.

Os encarnados foram mais ofensivos, tendo Jesus optado por deixar Aimar no campo, apostando em Cardozo e Nelson Oliveira na frente. O treinador mudou de ideias no início da segunda parte e fez entrar El Mago por Nolito. No entanto, o jogador esteve 16 minutos em campo, tendo visto cartão vermelho direto por falta sobre Rui Duarte. Se com 11 estava difícil, com 10 não melhorou.

Em 90 minutos de jogo, as oportunidades foram mais escassas do que a chuva que não cai em Portugal. Na primeira parte, duas ocasiões, ambas para os encarnados. Jardel (6 minutos) de cabeça após canto a atirar por cima e Maxi Pereira (22’) num remate-cruzamento a assustar Fabiano.

A segunda parte, não foi diferente. Uma grande oportunidade para Javi Garcia (55’), num livre batido por Aimar, e a bola a rasar o poste da baliza algarvia. E do outro lado, aos 78’, Toy obrigou Artur a defesa apertada.

Já para lá dos descontos, Gaitán viu bem a saída de Fabiano, e à entrada da área tentou o cabeceamento em jeito de chapéu. Valeu Mauricio. Já em cima do apito, Saviola, com tudo para marcar, viu Fabiano opôr-se bem.

O lateral esquerdo do SL Benfica, Emerson, viu um cartão amarelo durante o jogo com o Olhanense e vai falhar a receção ao SC Braga na próxima jornada.

O jogador brasileiro viu o quinto cartão amarelo do campeonato aos 32' minutos e está assim impedido de jogar frente aos minhotos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sporting de Sá Pinto, derruba Manchester City.


O Sporting apurou-se esta noite para os quartos-de-final da Liga Europa. Esteve a ganhar por 2-0 em Manchester, perdeu por 3-2 mas segue em frente após uma segunda parte de grande sofrimento.

A primeira oportunidade de golo para os “leões” surgiu na sequência de um canto, com Xandão a cabecear ligeiramente ao lado da baliza. Foi o primeiro aviso da equipa portuguesa, que mostrou sempre mais clarividência que os ingleses na hora de atacar.

Balotelli estava trapalhão na frente e trapalhão atrás. Foi assim no lance de que resultou o primeiro golo do jogo. 
Em vez de acompanhar a descida de Insúa no terreno, decidiu carregar o argentino pelas costas. Na cobrança do livre, Matías aproveitou o excesso de confiança de Joe Hart e fez o 0-1, aos 33’.


O City, que até então não conseguira libertar-se das amarras impostas pelo Sporting, ficou ainda mais trôpego e desleixado. Kolarov perdeu um lance individual na esquerda, não teve apoio no eixo quando Izmailov fugiu e o russo ficou com tempo e espaço para cruzar cirurgicamente para Wolfswinkel fazer o 0-2, aos 40’.


Roberto Mancini, no banco, limitava-se a abanar a cabeça mas o resultado limitava-se a espelhar a exibição mais conseguida dos “leões”.


No segundo tempo, o treinador dos “citizens” alargou a frente de ataque ao lançar Dzeko. 


E o Sporting abriu a primeira brecha na defesa aos 59’, quando Micah Richards atraiu as atenções da defesa leonina para deixar Aguero solto no coração da área. O internacional argentino atirou de primeira para o 1-2.


Já com Nasri em campo, o City carregou e chegou ao 2-2 na sequência de uma grande penalidade mal assinalada e cobrada por Balotelli, aos 75’. Pouco depois, Aguero fugiu pela esquerda, ganhou um canto e, na sequência do lance, desviou para a baliza um desvio de cabeça ao primeiro poste. Foi aos 81’.


Aos 83’, Dzeko cabeceou para fora após passe de Kolarov. Aos 87’, foi um lance semelhante, mas com Balotelli a cabecear para fora. O City insistia, o Sporting resistia, acabando por marcar presença nos quartos-de-final.

terça-feira, 6 de março de 2012

Benfica está nos “quartos” da Champions.


O Benfica apurou-se para os quartos-de-final da UEFA Champions League após uma vitória por 2-0 sobre o FC Zenit St Petersburg, depois de ter perdido a primeira mão dos oitavos-de-final, por 3-2.

A jogar em casa e a precisar de marcar para reverter a eliminatória, o conjunto "encarnado" entrou de forma pressionante e, como já seria de esperar, encontrou uma formação do Zenit recuada, com um bloco defensivo compacto, à espreita do contra-ataque.


Aos 14 minutos os comandados de Jorge Jesus criaram a primeira oportunidade de golo, na sequência de um remate colocado de Bruno César. Vyacheslav Malafeev correspondeu com uma excelente defesa. 

Cinco minutos depois foi a vez de Maxi Pereira levar perigo à baliza do Zenit, depois de ganhar a linha de fundo. O lateral uruguaio efectuou um cruzamento-remate, com Malafeev a afastar o perigo.


Em vantagem na eliminatória, a formação russa foi conseguindo evitar, com maior ou menor dificuldade, a avalanche ofensiva do Benfica, numa fase do jogo com muitas paragens, algo que ia favorecendo os homens de Luciano Spalletti. A três minutos do descanso, os russos dispuseram da primeira oportunidade de golo no Estádio da Luz, após uma atrapalhação na defesa "encarnada". Roman Shirokov tentou aproveitar o adiantamento de Artur ma o guarda-redes brasileiro recuperou e defendeu o remate do russo.


Já em período de descontos, o Benfica quebrou finalmente a resistência russa, após combinação entre Witsel e Bruno César. O internacional belga efectuou o primeiro disparo, Malafeev defendeu e Maxi Pereira emendou com sucesso.


No segundo tempo, o Zenit partiu em busca da igualdade, tendo-se instalado no meio-campo adversário, agora com o Benfica a apostar no contra-golpe. Aos 55 minutos, os comandados de Jorge Jesus enjeitaram uma excelente ocasião após a marcação de um canto. Jardel, ao segundo poste, cabeceou de cima para baixo mas o esférico saiu ligeiramente ao lado.

O Zenit continuou a pressionar mas sem conseguir chegar com real perigo até à baliza à guarda de Artur. Aos 69 minutos, Óscar Cardozo desperdiçou uma ocasião soberana, após falha da defensiva russa. Isolado perante Malafeev, o atacante paraguaio rematou ao lado. Aos 74 minutos Cardozo voltou a estar em evidência, ao permitir uma boa defesa do guardião russo.

Até final o Zenit tentou anular a vantagem da formação portuguesa, que ainda assim conseguiu ampliar a vantagem nos descontos por intermédio do recém-entrado Nélson Oliveira.

Benfica segue assim para os quartos de final, onde irá encontrar a equipa do AC Milan.

domingo, 4 de março de 2012

Terá Roberto voltado à baliza do Benfica?


É preciso recuar 50 anos para encontrar uma época em que o Benfica tenha sofrido tantos golos em casa como na presente temporada, mas, para o adepto "encarnado" que acredite em coincidências, esta poderá ser uma notícia moralizadora. É que estes números não se viam na Luz desde 1961-62, quando a equipa sofreu o 13.º golo no velho Estádio da Luz, na 21.ª jornada, apontado justamente pelo FC Porto. O treinador era o mítico Bela Guttmann e, no final da época, a equipa conquistaria a Taça dos Campeões Europeus e a Taça de Portugal.

Ao todo, o conjunto de Jorge Jesus já sofreu em 2011-12 12 golos em casa, onde apenas o Sporting ficou em branco esta época, em 11 partidas já disputadas. Com os três golos apontados anteontem, os "dragões" aproveitaram alguma da instabilidade defensiva do adversário em Lisboa, já que, em matéria de golos sofridos, tudo corre pior na Luz. Paradoxalmente, fora de portas, o conjunto "encarnado" é, a par do Beira-Mar, a equipa menos batida, com apenas sete golos sofridos.

Perante os seus adeptos, a equipa de Jesus sofreu o dobro dos golos de FC Porto, Sp. Braga, Sporting (seis), e mais do que Marítimo, V. Guimarães, Rio Ave e até Feirense (oito), que ocupa a penúltima posição da tabela classificativa. Menos batida em Coimbra é também a Académica (9), tal como o Gil Vicente, em Barcelos (11). De referir que, com excepção dos portistas e academistas, os restantes têm menos uma partida caseira contabilizada (menos duas, nos casos dos gilistas e vila-condenses).

Nas poucas épocas em que o Benfica sofreu dez ou mais golos em casa até à jornada 21, só por uma vez conquistou o campeonato. Foi em 1962-63, há 49 anos (com 11 golos contabilizados). De resto, em 1965-66, ficou na segunda posição (11 golos); em 1984-85, foi terceiro (10); em 2001-02, quarto (11) e 2003-04, segundo (11).

sexta-feira, 2 de março de 2012

James chegou a tempo de apagar novamente a Luz, no clássico frente ao SL Benfica.


Benfica, 2
FC Porto, 3
Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.
Assistência 58.222 espectadores.

Chegou a Lisboa às 8h30, depois de uma extenuante viagem dos EUA para Portugal. Juntou-se aos seus companheiros às 9h15. Descansou o resto do dia. E ainda teve força para resolver um encontro fundamental para o FC Porto no campeonato. 

James Rodríguez saltou do banco aos 58’, numa altura em que o Benfica vencia e dominava o clássico, empatou o encontro seis minutos depois e, aos 87’, cobrou o livre para o golo da vitória dos “dragões”. O Sp. Braga pode hoje alcançar os “encarnados” no segundo lugar da Liga.

Para o clássico, Jorge Jesus optou pelo desenho táctico mais conservador dos “encarnados” na presente temporada (4x2x3x1), apostando no equilíbrio e estabilidade no meio-campo, com Witsel ao lado de Javi García, antes do trio mais adiantado. No lado contrário, Maicon voltou ao flanco direito da defesa, com Otamendi a acompanhar Rolando no miolo. Djalma foi a escolha (previsível) de Vítor Pereira para o lado esquerdo do ataque portista (face à lesão de Varela e ao condicionamento de James, regressado apenas ontem de um jogo particular da seleção, nos EUA, frente ao México), numa linha que incluía Hulk na direita e Janko no centro.

As pedras estavam lançadas e ninguém saiu defraudado com a primeira metade do clássico. Um golo a abrir, outro a fechar os primeiros 45’ e, pelo meio, uma mão cheia de oportunidades das duas equipas. Um primeiro tempo frenético, nem sempre bem jogado, mas inegavelmente intenso.

Pouco afectado com o ambiente “infernal” na Luz, o FC Porto entrou determinado no encontro. Bem organizado colectivamente, com as suas linhas bastante subidas e apostando numa pressão alta, com constante circulação de bola, os “dragões” condicionaram drasticamente a primeira linha de construção do Benfica, que perdeu os primeiros 20’ do jogo.

E a desorientação da equipa da casa foi reforçada logo aos 7’, com um grande golo de Hulk, ao seu estilo. Com espaço, ultrapassou facilmente Emerson, na direita, flectiu para dentro da área e atirou uma “bomba” só travada pelas redes “encarnadas”.

O Benfica demorou a acordar, mas quando o fez criou estragos ao adversário e levou ao erro a defesa menos batida do campeonato. O protagonista da reação foi Cardozo que, em apenas 18’, sintetizou a relação de amor-ódio que mantém com os adeptos da Luz. Primeiro veio o fel, com o avançado a falhar o golo, aos 23’, quando, sozinho perante Helton, permitiu a defesa do guarda-redes portista. Depois veio o mel, com o Paraguai numa posição parecida a não falhar.

Mas entre estes dois lances contrastantes, os “dragões” desperdiçaram três grandes oportunidades para chegar ao 2-0. Mérito de Artur que, com duas defesas consecutivas travou os remates de Janko e Álvaro Pereira (36’), numa altura em que os visitantes voltaram a acelerar no encontro. De livre frontal, Moutinho fez ainda a bola cheirar a barra (38’).

Se os portistas precisaram de sete minutos para inaugurar o marcador no primeiro tempo, aos lisboetas chegaram três para inverterem o resultado no segundo. Mais uma vez mérito de Cardozo, que bisou, mas também de Aimar que cobrou o livre diretamente para a cabeça do paraguaio.

A perder, Vítor Pereira arriscou tudo (ou quase). Chamou James para o lugar de Rolando (amarelado), puxou Maicon para o seu lugar natural no centro da defesa e adaptou Djalma a defesa direito. E teve resultados. Aos 64’, num contra-ataque conduzido pelo colombiano, este tabelou com Fernando, e recebeu para empatar. O Benfica, que se ressentiu da saída de Aimar, lesionado, aos 52’ (rendido por Rodrigo), não soube reagir. A expulsão de Emerson, aos 78’, por acumulação de cartões amarelos complicou ainda mais a situação.

Vítor Pereira acreditou que podia sair de Lisboa com três pontos chamou Kléber (para o lugar de Moutinho), apostando numa dupla de pontas-de-lança e instantes depois, a sua equipa chegaria ao terceiro golo. James cobra um livre para a área e Maicon (que partiu de posição irregular) aproveitou uma saída em falso de Artur, garantindo o triunfo visitante.

POSITIVO
James
Foi uma semana frenética para o colombiano, mas não podia ter terminado melhor. Jogou 80’, na quarta-feira, na Flórida, frente ao México, e teve forças para decidir o clássico.
Hulk
Apontou o seu primeiro golo em 2012. E que grande golo a abrir o espectáculo.
Cardozo
Dois golos do paraguaio fizeram o Benfica sonhar muito alto, mas acabaram por ser curtos para a vitória.
NEGATIVO
Emerson
Teve culpas no golo de Hulk e a sua expulsão condicionou os “encarnados”.
Jesus
Foi o quarto jogo consecutivo sem vencer 
e poderá ter sido fulcral para 
as aspirações no campeonato.
Artur
Maicon até partiu em 
fora-de-jogo, mas Artur 
teve uma saída em falso no lance do 2-3.

Liderança em discussão, na liga portuguesa.


Sem vencer há três jogos e sem marcar há dois, o Benfica enfrenta uma semana decisiva: a segunda mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League frente ao FC Zenit St Petersburg, na terça-feira, acontece apenas cinco dias após a cimeira de líderes da Liga portuguesa com o FC Porto, na sexta-feira.

As "águias" chegaram ao encontro da primeira mão frente ao Zenit com 11 vitórias seguidas em todas as competições, mas saíram da Rússia derrotados por 3-2, naquele que constituiu o segundo desaire da temporada após a eliminação da Taça de Portugal pelo Marítimo, em Dezembro (2-1). 


Só que não tardou muito novo reverso, quando o Benfica averbou a primeira derrota no campeonato a 20 de Fevereiro, 1-0 no terreno do Vitória de Guimarães, desfecho ao qual se seguiu o nulo no terreno da Académica, sinal evidente de claro abaixamento de forma, pelo menos em termos de resultados, por parte da equipa de Jorge Jesus.

O Porto não se fez rogado. Aproveitou os deslizes dos "encarnados", reduziu a diferença de cinco pontos e chegou à liderança da Liga portuguesa devido à diferença de golos, embora a reparta em igualdade, na altura ideal: antes da visita de sexta-feira a Lisboa para enfrentar o rival. Contudo, o Benfica pode sentir algum conforto moral na estatística, pois não perdeu nas 17 partidas efectuadas perante os seus adeptos na presente temporada e ganhou as dez realizadas no campeonato. Na Europa, apesar de estar obrigado a dar a volta ao desfecho de São Petersburgo, apresenta somente um desaire nos derradeiros 19 jogos no seu recinto, 15 dos quais foram vitórias.

Talvez seja por isso que o médio Pablo Aimar acredita na capacidade do Benfica em voltar a entrar nos eixos. "Claro que acredito nisso [vencer o Porto]", disse no final do jogo com a Académica o organizador de jogo argentino de 32 anos, galardoado com o prémio de melhor futebolista do clube em 2011/12 durante a gala anual do Benfica, na terça-feira, dia que o emblema da capital portuguesa festejou o 108º aniversário. "Acredito que com o apoio dos nossos adeptos vamos fazer um grande jogo e ganhar."

Com nove jornadas por disputar depois da visita do Porto, o treinador do Benfica, Jorge Jesus, minimizou a importância do embate de sexta-feira, embora não tenha negado tratar-se de uma semana marcante para os seus pupilos. "Não é o jogo do título", revelou o técnico de 57 anos também após o encontro na cidade do Mondego. "São dois jogos que têm enorme importância. É tudo em poucos dias, mas a equipa está preparada e habituada a estes cenários. Temos confiança de que podemos vencer o clássico."

À espera do que poderá acontecer no duelo entre Benfica e Porto está o Sp. Braga, terceiro classificado apenas a três pontos da dupla da frente na sequência de nove vitórias seguidas no campeonato, recorde em curso na prova. Como tal, Jorge Jesus destacou o facto do conjunto do Minho, o qual treinou até ingressar rumar ao Benfica em 2009, estar igualmente na corrida ao título: "Benfica e Porto sabem que o Braga tem todas as condições para chegar à frente." E o homólogo do Porto, Vítor Pereira, também é da mesma opinião. "O Braga está entre os candidatos porque tem provado dentro do campo que é candidato, com resultados e bons jogos".


Com a liderança do campeonato em discussão, quais das duas equipas que hoje medem forças directamente, irá sorrir no final? Ou será que iremos assistir a um jogo demasiado táctico, com um pacto de não agressão, já que a equipa que perder, poderá ser ultrapassada pela outra equipa que corre por fora, e que tem apresentado um excelente futebol? Veremos se não será o Braga, a sorrir no final deste confronto, no estádio da Luz.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Gosto duvidoso, ou mais do que isso?


O jornal "Público" noticia que esta temporada o Sporting forrou o acesso aos balneários da equipa visitante no estádio José Alvalade com imagens de "adeptos das claques em poses agressivas, desafiando os seguranças".
A notícia, que é manchete da edição do diário nesta sexta-feira, véspera do clássico entre os leões e o FC Porto (sábado às 20h15), acrescenta descrições de outras fotografias (que são também publicadas) nas quais surgem indivíduos de "cara tapada", em "pose que sugere uma saudação fascista", de "tatuagem com cruz de ferro, um símbolo que, não sendo exclusivo do nazismo, está muito associado a movimentos da extrema-direita".
No relato, o jornal cita o diretor de comunicação dos leões, Pedro Sousa, a referir que "não há reação nenhuma" do clube.
Vicente Moura, presidente do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto e do Comité Olímpico de Portugal, e sportinguista, mostra-se incrédulo:
"Tenho dificuldade em acreditar que as fotografias que me enviou tenham sido colocadas nos corredores de acesso aos balneários onde se equipam os clubes visitantes no estádio do Sporting. O clube sempre pautou a sua conduta pela hospitalidade e confraternização com equipas adversárias, não confundindo a saudável rivalidade desportiva com guerras entre fações de adeptos.”
Fonte; Record.
Enquanto uns ficam incrédulos, com tamanha confusão de duvidoso gosto, outros dizem que apesar de nada terem visto, acabaram sim, foi por sentir alguns apertos, no dito corredor, conforme o noticiou o antigo treinador de Olhão.
Deixamos aqui alguns exemplos das fotos de toda esta discórdia, que na nossa modesta opinião, mais do que revelar qualquer incitamento ao medo ou violência sobre os seus adversários, revelam sim uma gritante falta de bom gosto e de qualidade, para decorar um corredor de acesso a um anfiteatro desportivo.
Um clube que tem uma história desportiva tão rica e variada, e cheia de grandes conquistas e sucessos, escolher imagens de quem nada de bom aporta a este desporto, que deveria ser vivido em sã convivência social, só pode ser reflexo de algum distraído ou novato, que possa ter chegado recentemente a este clube, e que não tenha tido tempo para estudar minimamente o seu historial.
Ou então, e como não se interessou por valorizar a enorme e variada quantidade na comemoração dos muitos momentos de glória vividos pelos atletas que envergaram a camisola verde e branca do Sporting Clube de Portugal, deve ter aproveitado a oportunidade de poder provocar algum desconforto nos seus adversários, pelo choque emocional que as imagens revelam, devido ao tal efeito provocado pelo seu gosto duvidoso.
Como dizia o outro, e esta Heim!