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domingo, 20 de maio de 2012

Académica conquista a Taça de Portugal


Pela primeira vez desde o virar do século, um português (Marinho) decidiu a final no Jamor, onde Pedro Emanuel festeja pela sexta vez. Sporting termina a época sem qualquer troféu.
A festa é dos "estudantes" no Jamor. A Académica derrotou este domingo o Sporting, por 1-0, no Estádio Nacional, na final da Taça de Portugal e conquistou o segundo troféu do historial, 73 anos depois de ter vencido a primeira edição da histórica competição, em 1939.
A Académica fez aquilo que parecia ser o mais difícil: eliminou o FC Porto, chegou à final 43 anos depois e derrotou o favorito Sporting, que não conseguiu "salvar" a época e terminou a temporada sem qualquer troféu. Os "estudantes", no entanto, conseguiram contrariar o favoritismo do Sporting e acabaram por conseguir uma vitória que começou a ser construída aos quatro minutos: Diogo Valente tirou o cruzamento, a bola sobrou para Marinho - solto de marcação - ao segundo poste e o "pequenino" atacante da Briosa cabeceou para o fundo das redes.
O Sporting, na primeira parte, foi praticamente uma nulidade na hora de criar perigo para a baliza de Ricardo. O primeiro remate enquadrado com a baliza dos "estudantes" só surgiu, inclusive, no período de compensação do primeiro tempo. A segunda parte, no entanto, foi diferente em todos os aspetos, onde as duas equipas tiveram inúmeras ocasiões para faturar. Primeiro foi Edinho, que em dois minutos teve duas oportunidades flagrantes para marcar, mas falhou de forma inacreditável; depois foi van Wolfswinkel, que desperdiçou um par de boas ocasiões para faturar, entre muitas outras desperdiçadas.

domingo, 13 de maio de 2012

Primeiro hat-trick em Alvalade de Ricky van Wolfswinkel


Para além do orgulho e do brio profissional e de uma potencial Bola de Prata de melhor marcador do campeonato para Lima, pouco havia a disputar em Alvalade. Mas, mesmo assim, os adeptos fizeram questão de comparecer e garantir o recorde de média de assistências para o campeonato desde a inauguração do estádio, em 2003. E acabaram por festejar o 11.º triunfo caseiro da era Sá Pinto em outros tantos jogos e um inédito “hat-trick” de Wolfswinkel.
Com o terceiro e quarto lugares distribuídos, lisboetas e minhotos protagonizaram uma partida viva e disputada (a espaços), com Lima a ser o mais pressionado dos 22 jogadores em campo. O avançado viu um golo de Cardozo nos instantes finais do Vitória de Setúbal-Benfica complicar-lhe ainda mais as contas no duelo pelo título de goleador.
O atacante partia para esta jornada com os mesmos 19 golos do paraguaio do Benfica, mas tudo se alterou no derradeiro minuto em Setúbal, com um golo que obrigou Lima a correr atrás do prejuízo.
Os bracarenses ainda reduziriam a um minuto do final, de grande penalidade, com um golo de Lima, mas seria demasiado tarde quer para a equipa minhota, quer para o avançado.

A FIGURA DO JOGO: Ricky van Wolfswinkel
Três golos a terminar uma temporada em que deixou grandes expectativas em Alvalade. No total, o holandês apontou 25 golos ao longo da temporada em todas as competições, mas falhou também muitos outros, alguns de forma inacreditável. A verdade é que em Alvalade volta a morar um goleador, para preencher o angustiante vazio deixado por Liedson, um dos melhores goleadores de sempre do clube lisboeta. Com apenas 23 anos, Ricky van Wolfswinkel é um jogador em ascensão e 2012-13 poderá ser a temporada da sua afirmação nacional e internacional.
POSITIVO
Sá Pinto
É verdade que o Sporting terminou na quarta posição atrás do Sporting de Braga, o que não é, de todo, um sinónimo de sucesso. Mas não deixa de ser um facto que Sá Pinto trouxe uma nova alma à equipa. Venceu todos os 11 jogos disputados em casa e acabou por ficar a 16 pontos do vencedor. No ano passado, a equipa ficara a 36.
Schaars
Uma das grandes confirmações do Sporting 2011-12. Um médio de nível que está pré-convocado para o próximo Europeu.
NEGATIVO
Lima
Esteve perto de festejar, mas acabou em desilusão o sábado de Lima. Mesmo assim, terminou a temporada a marcar, acabando com os mesmo 20 golos de Cardozo, mas com mais minutos disputados.
Ficha de jogo
Sporting, 3
Sp. Braga, 2

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ninguém do Sporting merecia mais a final do que Rui Patrício.


O Sporting foi afastado da Liga Europa pelo Athletic Bilbau, que vai disputar a final da competição frente ao Atlético Madrid, deixando desde já a garantia de que o futebol espanhol receberá o seu sétimo troféu. Os leões de Sá Pinto chegaram a assustar o inferno de San Mamés, mas pouco, tendo sido imponentes perante a armada ofensiva dos bascos.
O Sporting entrou em campo em vantagem na eliminatória, fruto da vitória tangencial em Alvalade. Do outro lado, no entanto, estava uma equipa que procurava a primeira final europeia do seu historial e que é conhecida por ser muito forte em casa. Ao contrário do Manchester United e do Schalke 04, no entanto, os leões não ficaram a dever muito à qualidade da equipa basca, mas a defesa leonina "borrou a pintura". E um ataque que tem Llorente não costuma perdoar.

O "gigante" basco foi, de resto, a chave da vitória do Athletic Bilbao. Xandão e Anderson Polga nunca conseguiram travar Llorente, que mostrou que não só é bom a fazer golos como a assistir os companheiros. Foi precisamente do seu peito que surgiu a assistência para Susaeta colocar os bascos em vantagem, aos 17 minutos, num golo que os adeptos do Sporting não vão esquecer, por ser precedido por uma falta sobre Schaars, não assinalada pelo juíz inglês Martin Atkinson.


O Sporting não chegou a precisar do "autocarro", uma vez que teve que começar cedo a correr atrás do prejuízo. Os leões de Sá Pinto, no entanto, fizeram uma exibição de pura entrega, sempre à procura do golo, que surgiu já perto do final da primeira parte. O holandês van Wolfswinkel, com um pontapé de ressaca à entrada da área, recolocou o Sporting em vantagem na eliminatória, mas Llorente e Ibaí Gómez estragaram a festa um minuto depois: o passe em habilidade do "gigante" colocou Gómez na cara do golo, em mais uma falha de marcação da defesa do Sporting, e a finalização foi fácil.


Ninguém merecia mais ir à final do que Rui Patrício. O guarda-redes leonino, que levou a equipa às costas nas eliminatória anteriores, somou mais uma mão cheia de defesas, agora em San Mamés, mas os postes das balizas acabaram por tirar o protagonismo aos guarda-redes: Javi Martínez atirou ao ferro (52') e Insúa, na resposta, imitou o adversário (55'). Llorente teve mais sorte aos 88 minutos, uma vez que o remate do basco, após falhas de João Pereira, Xandão e Polga, encontrou a base do poste direito e cruzou a linha de golo. Chega assim o sonho e a ambição do Sporting e dos seus adeptos, de poderem estar na final da liga Europa, e discutir a conquista do troféu em disputa.

domingo, 22 de abril de 2012

Sporting em sofrimento alcança a vitória frente ao Nacional.


O Sporting foi este domingo ao terreno do Nacional vencer por 3-2, num jogo emocionante, em que os "leões" terminaram reduzidos a dez elementos, por expulsão de Diego Rubio.

Num desafio em que o treinador dos "leões", Ricardo Sá Pinto, aproveitou para descansar diversas unidades, Diego Rubio inaugurou o marcador logo aos 12 minutos, dando sequência a uma boa entrada na partida da sua equipa. Aos 31 minutos, Renato Neto aproveitou para estabelecer o 2-0 para a formação lisboeta, mas Mateus reduziu para os madeirenses ainda na primeira parte, aos 34 minutos.

No segundo tempo, o Nacional partiu em busca do empate, algo que aconteceu aos 74 minutos, por Keita, depois de o Sporting se encontrar reduzido a dez elementos, por expulsão de Rubio (segundo amarelo). Ainda assim, o conjunto leonino chegou novamente à vantagem aos 77 minutos, na sequência de uma grande penalidade convertida por Ricky van Wolfswinkel. Com este triunfo, a formação de Alvalade cimenta o quarto posto, agora com mais cinco pontos face ao Marítimo.
Continua assim o bom momento do Sporting de Sá Pinto, com uma atitude séria e competitiva, na procura de melhorar o seu posicionamento na tabela classificativa da Liga Portuguesa.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Benfica a quatro pontos do líder FC Porto.


O Sporting venceu esta segunda-feira o Benfica no Estádio José Alvalade, por 1-0, subindo ao quarto lugar da Liga portuguesa e deixando as "águias" a quatro pontos do líder FC Porto.

O Benfica pareceu querer agarrar nas rédeas do derby lisboeta, e até começou melhor, com muita iniciativa, mas o Sporting conseguiu, aos poucos, tapar todos os caminhos para a sua baliza e assumiu o controlo das operações, criando os melhores lance da partida e justificando a vantagem com que chegou ao intervalo.

O primeiro lance de perigo pertenceu ao Sporting, aos seis minutos, com Matías Fernández a atirar ao lado quando estava solto na grande área. Aos 16 foi Javi García a obrigar Rui Patrício a uma excelente defesa e, logo a seguir, o Sporting marcou. Luisão faz falta sobre Ricky van Wolfswinkel na grande área e o holandês converteu o penalty em golo, aos 18 minutos.

O Benfica sentiu o golo e não mais conseguiu ligar o seu jogo, com os "leões" cortarem todas as linhas de passe dos "encarnados". Os cruzamentos para a grande área, à procura de Óscar Cardozo, passaram a ser as opções mais usadas pelos da Luz, enquanto Matías Fernández era o mais perigoso dos homens da casa.

O segundo tempo começou com uma oportunidade flagrante para o Benfica, com a bola a sobrar para Maxi Pereira com Rui Patrício fora da baliza, mas Insúa cortou em cima da linha de golo. respondeu o Sporting, com Schaars a obrigar Artur a defesa apertada. Aos 61 minutos, Wolfswinkel aproveitou um mau passe da defesa benfiquita para se isolar, mas Artur efectuou excelente defesa, numa fase intensa da partida. E aos 63, Izmailov atirou de longe à barra da baliza benfiquista.

O Benfica tinha mais bola, mas o Sporting continuou a ser a equipa a criar mais perigo, pelo que aos poucos, os visitantes começaram a perder a crença, pelo que os "leões" conseguiram, até final, segurar uma vantagem preciosa, que coloca a equipa no quarto lugar. Até final, destaque para o segundo cartão amarelo visto por Luisão, e consequente amarelo, em cima do minuto 90.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Uefa Europa League, com uma segunda parte à Sporting.


Sporting 2-1 FC Metalist Kharkiv
Um penalty de Cleiton Xavier aos 90 minutos poderá ser decisivo para o Metalist, após os golos de Marat Izmailov e Emiliano Insúa.


Uma grande penalidade apontada por Cleiton Xavier, em cima dos 90 minutos, minimizou o estragos para o FC Metalist Kharkiv na vitória do Sporting por 2-1 na primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League.

Após o nulo ao intervalo, Marat Izmailov e Emiliano Insúa deram expressão à boa entrada da equipa de Ricardo Sá Pinto na etapa complementar e ajudaram a infligir a primeira derrota fora ao Metalist na presente campanha. No entanto, a 11ª vitória seguida dos “leões” na Europa ficou ensombrada pelo tento tardio do adversário, especialista em marcar na parte final e que poderá revelar-se importante na decisão da eliminatória daqui a uma semana, na Ucrânia, onde não vão estar Daniel Carriço nem os dois centrais da formação visitante, Marco Torsiglieri e Papa Gueye, todos devido a terem visto cartão amarelo.


Com ambas as equipas algo cautelosas na parte inicial do encontro, o primeiro remate surgiu aos 13 minutos, só que Xandão, em zona frontal e após mau alívio da defesa adversária na sequência de um livre, acertou mal na bola e errou o alvo. Myron Markevich pôs oito sul-americanos na equipa titular do Metalist e a técnica dos seis argentinos e dois brasileiros a trocar a bola fez-se logo notar em campo.

Apesar do ligeiro ascendente na luta a meio-campo, e com o Sporting a errar passes e em dificuldade para chegar à área contrária, os visitantes apenas criaram perigo aos 22 minutos num livre directo de Taison, cujo remate passou ao lado da baliza de Rui Patrício, antes de Daniel Carriço tentar a sorte por duas vezes, aos 31 e 38 minutos. 


Contudo, o primeiro pontapé saiu à figura de Oleksandr Goryainov e o segundo foi mal direccionado.Perto do intervalo, Ricky van Wolfswinkel não aproveitou um desentendimento entre o guarda-redes do Metalist e José Ernesto Sosa num lance aéreo disputado na grande área do Metalist. 


A bola ficou à mercê do ponta-de-lança dos “leões”, mas Sosa conseguiu depois interceptar a conclusão fraca do holandês. O Sporting entrou animado na segunda metade e, depois de Izmailov ter rematado ao lado, o médio russo deu a melhor sequência a uma transição rápida seis minutos após o reatamento. Diego Capel arrancou pela esquerda e, depois de tabelar com Emiliano Insúa, cruzou para o tento à boca da baliza.


Matías Fernández obrigou Goryainov a defesa apertada logo a seguir e, depois Jonathan Cristaldo ter também criado perigo no lado contrário, o médio chileno foi carregado em falta perto da área por Gueye. Stjin Schaars deu um ligeiro toque no esférico e Insúa rematou rasteiro e aumentou a vantagem dos homens da casa. O Metalist arriscou mais, mas Patrício esteve à altura ao negar o golo a Taison e ao entretanto entrado Marko Dević, este num lance à boca da baliza. Finalmente, Patrício defendeu o remate do também suplente Marlos, mas depois fez falta sobre Dević.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sporting de Sá Pinto, derruba Manchester City.


O Sporting apurou-se esta noite para os quartos-de-final da Liga Europa. Esteve a ganhar por 2-0 em Manchester, perdeu por 3-2 mas segue em frente após uma segunda parte de grande sofrimento.

A primeira oportunidade de golo para os “leões” surgiu na sequência de um canto, com Xandão a cabecear ligeiramente ao lado da baliza. Foi o primeiro aviso da equipa portuguesa, que mostrou sempre mais clarividência que os ingleses na hora de atacar.

Balotelli estava trapalhão na frente e trapalhão atrás. Foi assim no lance de que resultou o primeiro golo do jogo. 
Em vez de acompanhar a descida de Insúa no terreno, decidiu carregar o argentino pelas costas. Na cobrança do livre, Matías aproveitou o excesso de confiança de Joe Hart e fez o 0-1, aos 33’.


O City, que até então não conseguira libertar-se das amarras impostas pelo Sporting, ficou ainda mais trôpego e desleixado. Kolarov perdeu um lance individual na esquerda, não teve apoio no eixo quando Izmailov fugiu e o russo ficou com tempo e espaço para cruzar cirurgicamente para Wolfswinkel fazer o 0-2, aos 40’.


Roberto Mancini, no banco, limitava-se a abanar a cabeça mas o resultado limitava-se a espelhar a exibição mais conseguida dos “leões”.


No segundo tempo, o treinador dos “citizens” alargou a frente de ataque ao lançar Dzeko. 


E o Sporting abriu a primeira brecha na defesa aos 59’, quando Micah Richards atraiu as atenções da defesa leonina para deixar Aguero solto no coração da área. O internacional argentino atirou de primeira para o 1-2.


Já com Nasri em campo, o City carregou e chegou ao 2-2 na sequência de uma grande penalidade mal assinalada e cobrada por Balotelli, aos 75’. Pouco depois, Aguero fugiu pela esquerda, ganhou um canto e, na sequência do lance, desviou para a baliza um desvio de cabeça ao primeiro poste. Foi aos 81’.


Aos 83’, Dzeko cabeceou para fora após passe de Kolarov. Aos 87’, foi um lance semelhante, mas com Balotelli a cabecear para fora. O City insistia, o Sporting resistia, acabando por marcar presença nos quartos-de-final.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Não jogámos desta maneira por acaso, afirmou Sá Pinto.


Roberto Mancini, depois da derrota em Alvalade com o Sporting (1-0), na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa:
«Não, não é uma surpresa, é um resultado que pode acontecer no futebol. Não estava à espera de perder, jogámos bem, tivemos oportunidades mas não conseguimos marcar. Agora temos 90 minutos e continuamos com boas oportunidades para nos apurarmos. 

Em Manchester haverá um jogo diferente, se tivermos oportunidades vamos marcar. Quisemos ganhar este jogo, e não acho que tenhamos merecido perder. Não penso que o Sporting teve muitas oportunidades de golo. Porque jogámos como jogámos? Foi o Sporting que nos obrigou, tinha todos os jogadores atrás da linha da bola. Não jogámos mal e tivemos mais oportunidades para marcar que o nosso adversário.»

Sá Pinto, treinador do Sporting, depois da vitória frente ao Manchester City (1-0), na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa:
«Os jogadores cumpriram na íntegra, foram excepcionais. Sabíamos que tínhamos de ser perfeitos. O Manchester é líder em Inglaterra, tem a qualidade individual que todos reconhecem e, colectivamente, também sabemos o que podem fazer. Eu acredito, nós acreditamos, é possível e vamos lutar até ao fim.»
[Sobre a opinião do treinador rival, Roberto Mancini, que disse que o Manchester City não mereceu perder] «Não concordo, mas respeito. Tenho grande respeito por ele. Já o admirava quando era jogador, continuo-o a admirar agora que é um grande treinador. Fizemos um jogo perfeito, ligámos bem com os momentos. Não nos posicionámos assim por acaso, como também não foi por acaso que saímos assim para o ataque e fechamos alguns espaços atrás. 

Sabemos a valia do nosso adversário, e temos a humildade de o perceber. É isso que digo aos jogadores , tem qualidade e espírito de sacrifício para vencer, e mereciam sair com uma vitória. É a primeira mão, será muito difícil em Manchester, mas lá chegaremos. Agora penso no Guimarães.»

Sporting de gala estragou passeio do Manchester City


O Sporting ganhou vantagem nos oitavos-de-final da UEFA Europa League, ao derrotar o Manchester City FC na primeira mão, por 1-0, no Estádio José Alvalade.

A estreia de Xandão a marcar ao sexto jogo pelo Sporting, seis minutos depois do intervalo, abriu caminho ao triunfo no desafio 250 dos "leões" nas competições europeias e aumentou para dez a série sem perder perante os seus adeptos nas competições da UEFA. 

Numa exibição sem falhas e plena de entreajuda, o Sporting impôs ao líder da Premier League, que viu Aleksandar Kolarov e Mario Balotelli acertarem na trave na segunda parte, o primeiro desaire ante oponentes de Portugal ao quinto confronto e leva uma vantagem preciosa para daqui a uma semana, em Inglaterra, onde Ricardo Sá Pinto não vai poder contar com João Pereira, devido a ter visto um cartão amarelo nesta partida.

O primeiro lance de algum perigo pertenceu ao Sporting, quando Stjin Schaars errou o alvo ao tentar rematar de longe por cima Joe Hart, após alívio deficiente por parte do guarda-redes do City. A equipa de Roberto Mancini sofreu uma contrariedade logo de seguida, ao ver o capitão e defesa-central Vincent Kompany sair devido a lesão. Aproveitando a momentânea superioridade numérica dos “leões”, João Pereira surgiu em boa posição na área, aos dez minutos, após combinar com Marat Izmailov, mas Hart defendeu o remate cruzado do lateral-direito.


Joleon Lescott entrou a substituir Kompany e, em cima da dúzia de minutos, Kolo Touré, de cabeça e na sequência de cruzamento de James Milner, proporcionou excelente defesa a Rui Patrício, com o pé direito e à queima-roupa, antes de Gareth Barry atirar a rasar o poste aos 26. Com dificuldades em entrarem na grande área adversária, os comandados de Ricardo Sá Pinto quiseram surpreender em pontapés de longa distância, mas as tentativas de João Pereira, Emiliano Insúa, Matías Fernández e Daniel Carriço não chegaram a assustar o City.


A fazer dupla no ataque com Edin Džeko, Sergio Agüero rematou à figura de Patrício nos descontos da etapa inicial e pouco depois do reatamento, David Silva rematou em jeito por cima da trave. Só que foi mesmo o Sporting a marcar, quando Hart defender o livre de Matías e a recarga de Xandão antes do defesa brasileiro, de costas para a baliza, marcar de calcanhar à segunda tentativa.


Patrício voltou a brilhar frente a Agüero imediatamente a seguir e, a meio da segunda parte, Insúa ofereceu o golo a Ricky van Wolfswinkel só que o remate de ponta-de-lança holandês, sem qualquer oposição e de frente para a baliza, saiu à figura de Hart. Um cruzamento largo de Aleksandar Kolarov ainda bateu na parte de cima da barra de Patrício, antes do recém-entrado Mario Balotelli cruzar para o desvio de Silva ao lado, mas o Sporting aguentou as investidas do City, viu Balotelli cabecear à barra aos 86 minutos, Xandão negar o golo a Agüero e conseguiu segurar a vitória.

Em resumo, para um Manchester City que julgava que esta eliminatória seria um possivel passeio, e que com o mínimo esforço possivel, arrumaria com o Sporting, parece que as voltas le saíram trocadas. Mancini e o seu Manchester City, vão ter assim que meter os pés a este caminho íngreme, arregaçar as mangas e trabalhar no duro, se quiserem levar de vencida, esta aguerrida equipa do Sporting.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sporting; Desta vez, resolveu Izmailov.


Há poucas semanas, quando perguntaram a Ricky Wolfswinkel qual o jogador que mais o impressionava no Sporting, o holandês nem hesitou e disse o nome de Izmailov. “Faz coisas incríveis com a bola”, contou o avançado. 

O camisola 9 referia-se às habilidades do russo nos treinos, já que o médio tem poucos jogos esta época devido às lesões, uma constante na sua carreira. Neste domingo, o Rio Ave e Alvalade viram quão precisas foram as palavras de Wolfswinkel.

Ao quarto jogo em 11 dias sob o comando de Sá Pinto, o Sporting voltou a mostrar um futebol aos repelões, com mais ânimo do que arte, fruto da cisão recente com Domingos e uma época que no campeonato já entrou no seu estado moribundo. Foi aqui que entrou Izmailov, a salvar a equipa de nova depressão a que as vitórias recentes sem brilho — sobre o Paços de Ferreira (1-0) e o Legia Varsóvia (1-0) — trouxeram. Marcou o único golo, com um remate forte após um trabalho notável.

O russo tem o à-vontade dos grandes executantes, não se deixa abater pela pressão. Logo no primeiro minuto, chocou com o joelho contra um adversário e os adeptos pensaram o pior: com ele tem sido assim, mais lesões do que jogos. Por isso, é tão raro vê-lo jogar. E quando conseguem vê-lo esperam coisas raras também — foi assim na sua estreia, em Julho de 2007, quando marcou o único golo da Supertaça e derrotou o FC Porto.
O último golo do russo esta época tinha sido a 10 de Setembro de 2011 frente ao Paços, na quarta jornada. Mesmo assim, nos 14 jogos no total, cinco a titular, soma quatro golos, é o segundo melhor marcador da equipa, a 3 dos 7 de Wolfswinkel.
Apesar deste amor desconfiado dos adeptos para com Izmailov, a relação com a equipa é ainda mais complicada. A identidade vai-se perdendo com as lesões de Rinaudo, Onyewu ou Rodríguez, as referências que Domingos construiu e Sá Pinto também tenta segurar. E isto pode gerar confusões, como o marcador de livres da equipa ser Polga…

Pela frente, o Rio Ave de Carlos Brito, a equipa que tem o pior registo nos jogos fora — conseguiu apenas uma vitória em Olhão e um empate em Aveiro, ontem somou a nona derrota longe de Vila do Conde — nunca fez o “leão” descansar. Nem quando este ficou em vantagem desde os 35 minutos.
Os alas funcionavam, mas aqui é que se vê a solidão de Wolfswinkel. É um avançado abandonado, mal servido e cada vez com menos golos na sua conta. E com isso desmoraliza. Foi ele que perdeu a bola no meio-campo e Atsu quase aproveitava para empatar — a bola passou a rasar o poste. Logo a seguir, num livre, Braga quase marcava. Pólvora seca frente a um Sporting em maré vitoriosa.
O jogo terminou com nova vitória do Sporting e de Sá Pinto, a terceira do novo técnico em quatro jogos (tem ainda um empate em Varsóvia 2-2). E assim, os “leões” juntam-se ao Marítimo no quarto lugar e ficam à espera de tirar dividendos do jogo de segunda-feira entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães.

POSITIVO
Izmailov
O seu golo foi fundamental, como têm sido muitos na sua carreira (há sempre o da sua estreia contra o FC Porto, na Supertaça). Cada vez que joga os adeptos esperam coisas raras, como as suas aparições, salvo das lesões. Mesmo assim é o segundo melhor marcador da equipa, com quatro golos.
Ataque do Rio Ave
Saíram a zero de Alvalade, mas estiveram muito perto do golo. João Tomás e companhia tiveram oportunidades para festejarem, valeu Marcelo e algum azar.
NEGATIVO
Wolfswinkel
O sistema táctico não o favorece, joga sozinho, sem companhia na frente. Os extremos não o sabem servir e ele vai desmoralizando. Sem golos, soma apenas sete, o holandês anda cada vez mais infeliz.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sporting, com a eliminatória em "aberto".


O Sporting empatou 2-2 na visita ao Legia Warszawa, na primeira mão dos 16 avos-de-final a UEFA Europa League, deixando tudo em aberto para o segundo jogo, em Lisboa, dentro de uma semana.

A equipa de Ricardo Sá Pinto chegou ao intervalo em desvantagem, golo de Jakub Wawrzyniak, empatou por Daniel Carriço aos 60 minutos e viu Janusz Gol voltar a colocar os polacos na frente. Isto antes de André Santos fazer o empate, perto do fim.

Aos 24 minutos, o Légia esteve à beira de abrir o activo, na primeira grande ocasião de golo do encontro. Michał Żyro isolou-se, mas Rui Patrício saiu aos seus pés e evitou o tento quase certo. Adivinhava-se o golo do Légia, que empurrava o Sporting para a sua defesa, e acabou mesmo por acontecer, aos 37 minutos. Na sequência de um livre, a bola ficou à mercê de Jakub Wawrzyniak, que atirou a bola por entre as pernas de Rui Patrício.

O Sporting mostrava-se incapaz de contrariar a intensidade dos polacos, atacava pouco, não criava oportunidades e deixava o Légia criar algumas situações de perigo, que acabaram por ditar o resultado ao intervalo. E a segunda parte começou com uma perdida incrível de Danijel Ljuboja. O atacante aproveitou o facto de a defesa do Sporting estar muito subida, isolou-se, mas Patrício defendeu. A bola ainda sobrou para Ljuboja, mas este falhou o segundo remate, de forma incrível.

Um desperdício que teve o condão de inverter a tendência da partida. Os "leões" passaram a ter mais bola e a chegar com frequência à baliza contrária, em especial através de lances de bola parada. E foi numa dessas jogadas, em cima da hora de jogo, que a formação orientada por Ricardo Sá Pinto chegou ao empate. Matías Fernández bateu um livre da direita e o recém-entrado Daniel Carriço (saiu Stijn Schaars) foi mais lesto a acorrer à bola e cabeceou para o fundo das redes do Légia.

Só que aos 79 minutos, o Légia regressou à frente do marcador. Janusz Gol só teve de encostar para o fundo da baliza, após cruzamento da direita de Rafał Wolski, que havia fugido à defesa do Sporting. O 2-1 para os da casa surgiu um pouco contra a corrente de jogo, mas Sá Pinto acertou nas substituições e foi novo recém-entrado a marcar o tento do empate. 

André Santos recebeu na direita e rematou de "trivela", cruzado, para o 2-2 final. Tudo ficará decidido a 23 de Fevereiro, no Estádio José Alvalade.