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domingo, 29 de abril de 2012

Empate do Rio Ave entrega título ao FC Porto


Os “dragões” festejaram no sofá a conquista do seu 26.º campeonato. A duas jornadas do fim da Liga, o FC Porto tornou-se bicampeão após o Benfica não ter ido além da divisão de pontos no terreno do Rio Ave (2-2).

O FC Porto garante o título somando até ao momento apenas uma derrota e seis empates no campeonato.
A duas rondas do final, e antes da recepção ao Sporting, os “azuis e brancos” totalizaram 21 triunfos, um desempenho que corresponde a 69 pontos.

Vítor Pereira torna-se o 17.º treinador campeão pelo FC Porto e o 12.º a consegui-lo na época de estreia, depois de Mihaly Siska (1938-39), Dorival Yustrich (1955-56), Béla Guttman (1958-59), Artur Jorge (1984-85), Tomislav Ivic (1987-88), Carlos Alberto Silva (1991-92), António Oliveira (1996-97), Fernando Santos (1998-99), Co Adriaanse (2005-06), Jesualdo Ferreira (2006-07) e André Villas-Boas (2010-11).
Logo após o empate do Benfica em Vila do Conde, os adeptos portistas iniciaram a romaria à Avenida dos Aliados, palco dos habituais festejos dos portistas.

domingo, 4 de março de 2012

Terá Roberto voltado à baliza do Benfica?


É preciso recuar 50 anos para encontrar uma época em que o Benfica tenha sofrido tantos golos em casa como na presente temporada, mas, para o adepto "encarnado" que acredite em coincidências, esta poderá ser uma notícia moralizadora. É que estes números não se viam na Luz desde 1961-62, quando a equipa sofreu o 13.º golo no velho Estádio da Luz, na 21.ª jornada, apontado justamente pelo FC Porto. O treinador era o mítico Bela Guttmann e, no final da época, a equipa conquistaria a Taça dos Campeões Europeus e a Taça de Portugal.

Ao todo, o conjunto de Jorge Jesus já sofreu em 2011-12 12 golos em casa, onde apenas o Sporting ficou em branco esta época, em 11 partidas já disputadas. Com os três golos apontados anteontem, os "dragões" aproveitaram alguma da instabilidade defensiva do adversário em Lisboa, já que, em matéria de golos sofridos, tudo corre pior na Luz. Paradoxalmente, fora de portas, o conjunto "encarnado" é, a par do Beira-Mar, a equipa menos batida, com apenas sete golos sofridos.

Perante os seus adeptos, a equipa de Jesus sofreu o dobro dos golos de FC Porto, Sp. Braga, Sporting (seis), e mais do que Marítimo, V. Guimarães, Rio Ave e até Feirense (oito), que ocupa a penúltima posição da tabela classificativa. Menos batida em Coimbra é também a Académica (9), tal como o Gil Vicente, em Barcelos (11). De referir que, com excepção dos portistas e academistas, os restantes têm menos uma partida caseira contabilizada (menos duas, nos casos dos gilistas e vila-condenses).

Nas poucas épocas em que o Benfica sofreu dez ou mais golos em casa até à jornada 21, só por uma vez conquistou o campeonato. Foi em 1962-63, há 49 anos (com 11 golos contabilizados). De resto, em 1965-66, ficou na segunda posição (11 golos); em 1984-85, foi terceiro (10); em 2001-02, quarto (11) e 2003-04, segundo (11).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sporting; Desta vez, resolveu Izmailov.


Há poucas semanas, quando perguntaram a Ricky Wolfswinkel qual o jogador que mais o impressionava no Sporting, o holandês nem hesitou e disse o nome de Izmailov. “Faz coisas incríveis com a bola”, contou o avançado. 

O camisola 9 referia-se às habilidades do russo nos treinos, já que o médio tem poucos jogos esta época devido às lesões, uma constante na sua carreira. Neste domingo, o Rio Ave e Alvalade viram quão precisas foram as palavras de Wolfswinkel.

Ao quarto jogo em 11 dias sob o comando de Sá Pinto, o Sporting voltou a mostrar um futebol aos repelões, com mais ânimo do que arte, fruto da cisão recente com Domingos e uma época que no campeonato já entrou no seu estado moribundo. Foi aqui que entrou Izmailov, a salvar a equipa de nova depressão a que as vitórias recentes sem brilho — sobre o Paços de Ferreira (1-0) e o Legia Varsóvia (1-0) — trouxeram. Marcou o único golo, com um remate forte após um trabalho notável.

O russo tem o à-vontade dos grandes executantes, não se deixa abater pela pressão. Logo no primeiro minuto, chocou com o joelho contra um adversário e os adeptos pensaram o pior: com ele tem sido assim, mais lesões do que jogos. Por isso, é tão raro vê-lo jogar. E quando conseguem vê-lo esperam coisas raras também — foi assim na sua estreia, em Julho de 2007, quando marcou o único golo da Supertaça e derrotou o FC Porto.
O último golo do russo esta época tinha sido a 10 de Setembro de 2011 frente ao Paços, na quarta jornada. Mesmo assim, nos 14 jogos no total, cinco a titular, soma quatro golos, é o segundo melhor marcador da equipa, a 3 dos 7 de Wolfswinkel.
Apesar deste amor desconfiado dos adeptos para com Izmailov, a relação com a equipa é ainda mais complicada. A identidade vai-se perdendo com as lesões de Rinaudo, Onyewu ou Rodríguez, as referências que Domingos construiu e Sá Pinto também tenta segurar. E isto pode gerar confusões, como o marcador de livres da equipa ser Polga…

Pela frente, o Rio Ave de Carlos Brito, a equipa que tem o pior registo nos jogos fora — conseguiu apenas uma vitória em Olhão e um empate em Aveiro, ontem somou a nona derrota longe de Vila do Conde — nunca fez o “leão” descansar. Nem quando este ficou em vantagem desde os 35 minutos.
Os alas funcionavam, mas aqui é que se vê a solidão de Wolfswinkel. É um avançado abandonado, mal servido e cada vez com menos golos na sua conta. E com isso desmoraliza. Foi ele que perdeu a bola no meio-campo e Atsu quase aproveitava para empatar — a bola passou a rasar o poste. Logo a seguir, num livre, Braga quase marcava. Pólvora seca frente a um Sporting em maré vitoriosa.
O jogo terminou com nova vitória do Sporting e de Sá Pinto, a terceira do novo técnico em quatro jogos (tem ainda um empate em Varsóvia 2-2). E assim, os “leões” juntam-se ao Marítimo no quarto lugar e ficam à espera de tirar dividendos do jogo de segunda-feira entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães.

POSITIVO
Izmailov
O seu golo foi fundamental, como têm sido muitos na sua carreira (há sempre o da sua estreia contra o FC Porto, na Supertaça). Cada vez que joga os adeptos esperam coisas raras, como as suas aparições, salvo das lesões. Mesmo assim é o segundo melhor marcador da equipa, com quatro golos.
Ataque do Rio Ave
Saíram a zero de Alvalade, mas estiveram muito perto do golo. João Tomás e companhia tiveram oportunidades para festejarem, valeu Marcelo e algum azar.
NEGATIVO
Wolfswinkel
O sistema táctico não o favorece, joga sozinho, sem companhia na frente. Os extremos não o sabem servir e ele vai desmoralizando. Sem golos, soma apenas sete, o holandês anda cada vez mais infeliz.

domingo, 15 de janeiro de 2012

FC Porto não desarma, na luta contra o Benfica.


O FC Porto recebeu e venceu o Rio Ave por 2-0 este sábado, num dia em que o Benfica cimentou a liderança na Liga portuguesa no final da primeira volta, ao golear o V. Setúbal por 4-1.

Os "dragões", que ficaram sem o concurso de Hulk ainda na primeira parte, devido a lesão, chegaram à vantagem aos 42 minutos, por intermédio de James Rodríguez. No segundo tempo, os vila-condenses tentaram reagir à desvantagem mas Rodríguez acabou por bisar aos 80 minutos, selando o triunfo dos portistas, que viram Rolando ser expulso perto do fim. 

Com este resultado, o Porto mantém-se no segundo posto, a dois pontos do Benfica, já que as "águias" golearam em casa o V- Setúbal, por 4-1.
Os "encarnados" começaram o jogo da pior forma, já que o V. Setúbal chegou à vantagem logo aos sete minutos, por intermédio de Neca. O médio sadino rematou à entrada da área, a bola embateu em Luisão e acabou por trair o guarda-redes Artur.


Aos 25 minutos, os comandados de Jorge Jesus chegaram ao empate, na sequência de um remate colocado de Nolito, numa fase de ascendente dos "encarnados". Aos 34 minutos a formação da casa deu mesmo a volta ao marcador, graças a um golo de Óscar Cardozo, depois de Neca ter rematado ao poste da baliza do Benfica. Ainda antes do intervalo, o avançado paraguaio bisou, aos 45 minutos, estabelecendo o 3-1.


No segundo tempo, Nemanja Matić, que substituiu no meio-campo o castigado Javi García, assinou o 4-1 de cabeça, aos 72 minutos. A cinco minutos do final, o conjunto da casa ficou reduzido a dez elementos, por expulsão de Cardozo, que viu o segundo cartão amarelo.

O Benfica continuou a jogar da mesma maneira, pressionando o ultimo reduto do Setúbal, chegando a estar por varias vezes mais perto de aumentar a vantagem, do que o Setúbal em incomodar a baliza do guardião encarnado, Artur.

Continua assim a luta entre Benfica e o FC Porto pela liderança desta Liga, enquanto se aguarda a resposta dos outros dois candidatos, que hoje se defrontam em Braga.