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sábado, 5 de maio de 2012

"Te amamos, Pep", constava na enorme bandeira da torcida do Barça para Guardiola


O técnico Josep Guardiola realizou neste sábado sua última partida no Camp Nou à frente do Barcelona e deixou uma imagem positiva à torcida azul-grená. Antes de se despedir oficialmente do clube ao final da temporada, o treinador viu o argentino Lionel Messi marcar quatro vezes e garantir a goleada por 4 a 0 no duelo catalão com o Espanyol, pela 37ª e penúltima rodada do já decidido Campeonato Espanhol. O Real Madrid, que no meio de semana garantiu o título de maneira antecipada, contou com um gol contra nos acréscimos para derrotar de virada o Granada por 2 a 1.
Apesar de ter comandado o Barça no Camp Nou pela última vez, Guardiola ainda tem dois compromissos como treinador do clube culé. Na próxima semana, os catalães vão à região da Andaluzia para encarar o Sevilla, pela 38ª e derradeira rodada do Espanhol. Já no dia 25, o time encara no Estádio Vicente Calderón, em Madrid, o Athletic de Bilbao, pela decisão da Copa do Rey.
Os gols que garantiram a vitória do Barcelona neste sábado foram marcados pelo artilheiro isolado do Espanhol: Messi, que marcou três vezes (de falta aos 12min do primeiro tempo, de pênalti 18 e aos 34min da etapa final e ainda com a bola rolando, aos 29min) para definir o placar no duelo com o rival local. Os tentos anotados no Camp Nou praticamente confirmaram o camisa 10 argentino como goleador do Espanhol: ele fez 50, contra 45 do português Cristiano Ronaldo.
O camisa 7 merengue, aliás, teve uma atuação discreta neste sábado, na vitória de virada do campeão Real Madrid sobre o modesto Granada por 2 a 1, fora de casa. Com uma equipe mista, os madrilenos saíram em desvantagem logo aos 5min de jogo quando Jara abriu o marcador, mas Cristiano Ronaldo, de pênalti, igualou aos 36min da etapa final. O gol da vitória foi marcado por Cortez, contra, aos 47min do segundo tempo
Ao final desta 37ª rodada, o Real Madrid chegou aos 97 pontos na tabela de classificação do campeonato e continuou vislumbrando a marca dos 100 - o Barcelona, vice, alcançou os 90. A penúltima jornada, aliás, garantiu o terceiro dos quatro representantes da Espanha na próxima Liga dos Campeões: o Valencia, que venceu o Villarreal no fim por 1 a 0, gol do atacante brasileiro Jonas aos 45min da etapa decisiva.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Chelsea coloca o Barcelona fora da final


O Chelsea foi a Camp Nou empatar 2-2, qualificando-se para a final da Liga dos Campeões, mesmo jogando mais de 50 minutos com menos um jogador, por expulsão de Terry. O campeão europeu Barcelona fica fora da final, dias depois de quase ter perdido a Liga espanhola para o Real Madrid.

Como seria expectável, o Chelsea entrou a defender e o Barcelona a atacar. Os ingleses aguentaram 35 minutos, altura em que Busquets empatou a eliminatória, após um cruzamento de Cuenca.
Dois minutos depois, o Chelsea ficou reduzido a dez elementos, por expulsão de John Terry.
O Barcelona colocou-se depois em vantagem na eliminatória, com um golo de Iniesta, após passe de Messi (43’).
Só que essa vantagem não durou mais do que três minutos: num dos poucos contra-ataques do Chelsea, Ramires apareceu isolado e fez um belo chapéu a Victor Valdés.
Reduzido a dez e na frente da eliminatória, o Chelsea voltou a apostar numa defesa fechada na segunda parte.


O Barça poderia ter voltado à vantagem na meia-final, mas Messi desperdiçou um penálti aos 48’, atirando à trave.
A equipa catalã ficou bastante afectada pelo falhanço da grande penalidade e só mais perto do fim conseguiu criar perigo real, quando Messi atirou ao poste (84’).
O ataque do Barça foi tão intenso que já nos descontos Fernando Torres aproveitou um contra-ataque para sentenciar a eliminatória, fazendo o 2-2 final.
O Chelsea, que terá vários jogadores castigados para a final (Terry, Ivanovic, Meireles e Ramires), defrontará Real Madrid ou Bayern Munique.


Roberto Di Matteo, treinador interino do Chelsea: “Muitas pessoas não acreditavam em nós, mas mostrámos o carácter destes jogadores. Não esperávamos jogar com dez homens, por isso foi ainda mais difícil do que o que esperávamos”.
“A segunda parte passou pouco pela táctica; teve a ver com a paixão, o orgulho, desejo de chegar à final. Faltavam-nos 45 minutos e isso é que era importante. É um feito incrível, para este grupo de jogadores”.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Barcelona vence e pressiona Real antes de clássico


O Barcelona alcançou nesta terça-feira a décima vitória consecutiva no Campeonato Espanhol e, de quebra, pressionou ainda mais o arquirrival Real Madrid na liderança da competição. 

Atuando no Estádio Camp Nou, a equipe catalã goleou o Getafe pelo placar de 4 a 0 e diminuiu a diferença para o time de José Mourinho para apenas um ponto - o clube merengue encara nesta quarta-feira o Atlético de Madrid.

Com o resultado positivo conquistado, o Barcelona alcançou chegou aos 78 pontos e voltou a sonhar com o título nacional, situação que parecia impossível no início deste ano. Para assumir o topo, os catalães esperam apenas mais um tropeção do Real Madrid, apostando na vitória no clássico deste segundo turno, marcado para o dia 21, no Camp Nou.

Já o Getafe, um dos algozes do time de Josep Guardiola na primeira volta, permanece com 42 pontos somados na principal competição no país dos atuais campeões mundiais de futebol.
Disposto a pressionar ainda mais o arquirrival Real Madrid na liderança do Campeonato Espanhol, o Barcelona entrou para enfrentar o Getafe com um conjunto ainda mais ofensivo, com apenas Carles Puyol como defesa central de ofício (Javier Mascherano e o brasileiro Adriano fecharam o setor defensivo). A ousadia permitiu ao time catalão pressionar, criar chances e abrir o marcador, aos 13min, quando Alexis Sánchez, após receber passe de peito de Lionel Messi, driblou a marcação e finalizou firme para o golo.

O tento anotado pelo atacante chileno não diminuiu o ímpeto do Barcelona dentro de campo. A equipe comandada por Josep Guardiola manteve o forte ritmo ofensivo, com oportunidades seguidas de dilatação do marcador. Entretanto, os de Barcelona aumentaram o marcador somente aos 44min. Messi tabelou com Andrés Iniesta, recebeu na entrada da área e rematou ao ângulo para dobrar a vantagem.

A tranquilidade adquirida pelo marcador parcial permitiu ao Barcelona trabalhar pacientemente no segundo tempo. Por consequência, diante de um adversário remetido à sua defesa, os catalães transformaram o resultado numa goleada a partir dos 27min, quando Alexis Sánchez ganhou no alto da defesa adversária para marcar o terceiro. Dois minutos depois, Pedro, também de cabeça, fechou o marcador no Camp Nou.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Barcelona bate Milan, com o suspeito do costume de seu nome Messi


FC Barcelona 3-1 AC Milan (total: 3-1)
Lionel Messi fixou novo recorde de golos na mesma época por parte de um jogador na prova e ajudou o detentor do troféu a chegar às as meias-finais.


O FC Barcelona apurou-se para as meias-finais da UEFA Champions League após ter-se superiorizado nos quartos-de-final ao AC Milan por um total de 3-1, que também foi o resultado do encontro da segunda mão, realizado em Camp Nou.

Duas grandes penalidades convertidas por Lionel Messi, o primeiro atleta a chegar aos 50 golos na prova, antes e depois de um tento de Antonio Nocerino para o Milan, levaram o Barcelona a vencer para o intervalo, que decidiu a eliminatória logo no início da segunda parte com um golo de Andrés Iniesta.

Os campeões espanhóis e europeus entraram muito bem no encontro, com Lionel Messi, logo aos quatro minutos, a dar o mote para um início frenético, com um forte remate à figura de Christian Abbiati. No lance seguinte, após triangulação com Daniel Alves e Cesc Fàbregas, o argentino isolou-se perante o guardião milanês e rematou ao lado.

No entanto, ainda antes do primeiro quarto de hora, Messi fez funcionar o marcador e estabeleceu novo máximo de golos na mesma época, 13, ao converter uma grande penalidade a punir derrube de Luca Antonini a si próprio, depois de ter querido assistir um companheiro e a bola ter sobrado para si, quando em boa posição. O tento bateu os 12 conseguidos na UEFA Champions League por Ruud van Nistelrooy em 2002/03 e pelo próprio astro argentino na época passada.

O Milan foi atrás do prejuízo, apostando em passes longos para Zlatan Ibrahimović, que também funcionava como "pivot" ofensivo para permitir combinações principalmente com Robinho. Foi de um lance assim, pouco depois da meia-hora, que o Milan empataria a partida e se colocaria em vantagem na eliminatória. O brasileiro tocou para o sueco, que por sua vez não perdeu tempo a desmarcar Nocerino solto no lado direito da área. Somente com Víctor Valdés pela frente, bateu o catalão com um remate cruzado.

De imediato, Xavi e Fàbregas remataram de longe para defesas de Abbiati, que foi iludido, a quatro minutos do intervalo, por Messi, que cobrou a segunda grande penalidade para o lado oposto para o qual o italiano se lançara, em lance a punir puxão de Alessandro Nesta na área a Sergio Busquets.

Aos 53 minutos, Iniesta sentenciou a eliminatória, ao beneficiar de um ressalto na área, resultante de um remate de Messi bloqueado por um defensor. A partir daqui, o Barcelona baixou o ritmo, apostando numa ainda maior circulação da bola, mas que, ainda assim, lhe valeu as melhores ocasiões do segundo tempo, como aquela em que, aos 68 minutos, o suplente Thiago Alcántara, após passe longo de Fàbregas para Messi, se isolou e falhou a colocação do remate, tal como aconteceria nos instantes finais com o também suplente Adriano.

Contudo, não seriam necessários mais golos, pois Messi e, depois, Iniesta já haviam colocado o Barça nas meias-finais.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Continua o suspense, sobre o destino de Guardiola.


Vencedor de 13 das 16 competições que disputou como técnico do Barcelona, o técnico Pep Guardiola ainda não decidiu se vai renovar seu vínculo com a equipe catalã, que caduca no término desta temporada. No entanto, a permanência do comandante é tida como fundamental pelos jogadores do elenco, que confiam que treinador e clube vão chegar a um acordo nos próximos meses.

"Estamos certos que ele vai renovar seu contrato e permanecer connosco. Ele é uma pessoa que sabe como o clube funciona. Acredito que os adeptos do Barcelona também querem isso e espero que a renovação aconteça o mais rápido possível", declarou o atacante Pedro Rodríguez.

O jogador está atualmente na reserva do Barcelona e tem uma relação de longa data com Guardiola, que o treinou na equipe B até 2008 e foi o responsável pela sua ascensão ao elenco profissional, onde se tornou um talismã ao marcar golos em todas as competições disputadas no ano seguinte.

Após levar o Barcelona à conquista de duas Ligas dos Campeões da Europa e três Campeonatos Espanhóis, entre outros troféus, Guardiola está valorizado no mercado europeu e recentemente foi especulado como alvo da Inter de Milão, que lhe poderia oferecer um salário de 20 milhões de euros anuais.

Aguardemos que tipo de novidade teremos. sobres este assunto que apaixona o mundo do futebol, para os próximos dias.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

«Falcao é o melhor do mundo na área», afirma Guardiola.


Pep Guardiola deixou um rasgado elogio a Radamel Falcao, na antevisão da visita do Barcelona ao Calderón. Ao enumerar os cuidados que a sua equipa precisa ter, frente ao Atlético de Madrid, o técnico disse que o avançado colombiano é o melhor do mundo a jogar na área.

«Temos de jogar melhor do que eles, evitar os contra-ataques e controlar o melhor jogador do mundo na área. Sabemos que temos de estar atentos, brilhantes e hábeis», disse Guardiola, na antevisão do encontro.

O treinador do Barcelona entende que «quase tudo neste Atlético de Madrid tem a mão de Simeone». «Tem alma, e todos os jogadores trabalham, esforçam-se. Por isso estão imbatíveis. Não é fácil mudar as dinâmicas a meio da época, mas ele conseguiu. Nota-se o seu dedo na equipa», sustentou.
Guardiola recusou ainda falar do futuro, pese embora a insistência dos jornalistas. «Quando houver novidades saberão», disse ainda o técnico catalão. O próprio José Mourinho foi questionado sobre o assunto, neste sábado, e garantiu que o desfecho lhe era diferente, desde que o colega de profissão estivesse feliz. «Moutinho é muito inteligente. Sabe muito bem aquilo que lhe convém», respondeu o espanhol.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Barcelona entrega título ao Real Madrid.


A equipa de Guardiola não conseguiu evitar a derrota (2-3) frente ao Osasuna e ficou à mercê do Real Madrid, que pode ampliar para dez pontos a vantagem na classificação.

Um relvado gelado (estavam dois graus negativos quando a partida começou) e algumas poupanças com vista ao encontro de terça-feira contra o Bayer Leverkusen, da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, ditaram a derrota do Barcelona diante do Osasuna.
Com Xavi, Iniesta e Fabregas no banco de suplentes, o Barcelona entrou praticamente a perder: Dejan Lekic, logo aos quatro minutos, fez o 1-0 para a equipa de Pamplona. O mesmo jogador fez o segundo golo do Osasuna aos 22’, antecipando-se à defesa “blaugrana”.
Alexis Sánchez reduziu a diferença no início da segunda parte, mas não passaram mais de cinco minutos até à resposta do Osasuna: Raúl García fez o 3-1 e repôs a vantagem da equipa de Pamplona.
Aos 73’ Cristian Tello marcou o segundo golo do Barcelona, mas a formação catalã já não teve tempo para chegar pelo menos ao empate. Mascherano chegou a introduzir a bola na baliza, num lance invalidado pelo árbitro da partida. Já na primeira parte os “blaugrana” se tinham queixado de um golo mal anulado.
Esta derrota deixa o Barcelona com os mesmos 48 pontos na classificação. Pep Guardiola pode ver o Real Madrid afastar-se ainda mais (neste momento está a sete pontos), dependendo do resultado da equipa de José Mourinho na recepção do Levante.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os méritos de Mourinho, ou o caminho para a saída?


O El País revelou recentemente que Mourinho, antes da segunda mão, terá dado uma palestra à equipa que fez “com que os jogadores duvidassem de si próprios”, ao dar-lhes “a entender” que a reviravolta era uma missão impossível. Acrescenta ainda o mesmo jornal que, já no autocarro, teve de ser Casillas a ir tentar mentalizar vários dos seus colegas que era possível lutar pela vitória. E o El País sublinha ainda que, em Setembro, terá sido o próprio guarda-redes a “advertir Mourinho de que nunca mais secundaria uma estratégia como a que ele vira em Camp Nou”.


O Real perdeu depois a Supertaça para o Barcelona, mas no primeiro jogo, em Madrid, conseguiu 48% de posse de bola, a menor diferença até hoje. Empatou esse jogo (2-2), mas foi derrotado (3-2) na Catalunha. Neste último jogo, Mourinho voltou a arriscar mais do que se esperava, mas foi traído por um “furacão” chamado Messi.

Seguiu-se, em Dezembro, um embate que voltou a deixar pesadas sequelas psicológicas no madridismo. O Real perdeu não só a hipótese de alargar para nove pontos a diferença na liderança como acabou triturado (1-3) por um Barcelona que arriscou jogar com apenas três defesas. Findo o jogo, contou também o El País, Mourinho terá entrado furioso no balneário, gritando a quem o queria ouvir: “Não quereis jogar ao ataque? Pois aí está o resultado...”.

Por isso, poucos estranharam que, a 18 de Janeiro, na primeira mão dos quartos-de-final da
Taça do Rei, Mourinho tivesse feito regressar Pepe ao miolo, para assumir novamente o “trivote”. Mais: deu a titularidade a Ricardo Carvalho, que não jogava há quatro meses, e deixou de fora Marcelo, muito querido pelo presidente e pelos adeptos, para dar a titularidade a Fábio Coentrão. Mas a maior surpresa foi a titularidade de Altintop. O Barça voltou a dominar (71% de posse de bola...) e a ganhar, com Pepe a ficar ainda com o papel de demónio depois de ter sido apanhado pelas câmaras de tv a pisar a mão de Messi.

Mourinho foi então atacado de todos os lados. A começar pelos que sempre lhe torceram o nariz, como é o caso do director adjunto da Marca, Santiago Segurola. “A Mourinho, a quem não se lhe conhece uma ‘ruleta’ ou uma ‘bicicleta’, deu-lhe para se comparar a Ronaldo, Zidane e Cristiano. A comparação tem uma vertente freudiana que explica o seu descomunal ego”.

Bem pior para Mourinho acabou por ser uma notícia publicada no diário Marca (normalmente muito próximo da presidência do Real Madrid), em que é revelada uma conversa entre Mourinho e o sub-capitão Sérgio Ramos, acusado pelo treinador de não ter respeitado as ordens para marcar Puyol. O central defende-se e acaba por questionar a falta de trajectória futebolística de Mourinho. A revelação deste incidente serviu como um comprovativo para a relação complicada que se diz existir entre o treinador e vários jogadores espanhóis, a começar por Casillas, acusado de ser quem passa as informações para o exterior.

“Há jogadores que lhe estão a começar a perder o respeito profissional. Para ganhar ao Barça, faz falta mais do que apostar no contra-ataque”, pode ler-se no El País. Outras notícias falam ainda no suposto favorecimento do grupo de jogadores representado pelo empresário português Jorge Mendes. Foi ainda acusado de não saber utilizar equipas de qualidade e de acabar por eleger sempre os jogadores mais lutadores em vez dos mais tecnicistas. Questionou-se até a sua capacidade de estimular os jogadores, algo em que foi considerado um semi-Deus noutras paragens. O treinador-manager mais poderoso na história do Real Madrid via-se assim contestado por todos os lados e sem o respaldo dos adeptos que, pela primeira vez, o assobiaram num jogo.

Apesar de parecer continuar a ter o apoio incondicional de Florentino Pérez, Mourinho optou por fazer o que foi visto como uma concessão à sensibilidade do balneário e, claro, dos adeptos: juntou Kaká e Ozil na mesma equipa e montou uma estratégia coerente, equilibrada, mas ao mesmo tempo ambiciosa. Com isso, mostrou que, afinal, também escuta o madridismo. Mas, ao mesmo tempo, mostrou que não se deixa intimidar totalmente, ao manter a titularidade de Pepe, perante o que parecia ser a vontade de boa parte dos dirigentes...

Mourinho é um treinador de desgaste rápido. Percebeu-se isso no FC Porto, como já se tinha percebido no Chelsea ou no Inter, onde esteve zangado e para sair a meio da época em que foi campeão europeu. Não é fácil conviver com as suas idiossincrasias, que ficaram mais visíveis perante a incapacidade de contrariar o domínio e o futebol champanhe de Guardiola. Mas em Madrid há também muita gente que sabe que vale a pena aturá-lo para conseguir recuperar o título...

Esta é parte da crónica que o jornalista Bruno Prata, publicou no diário o público, em que o mesmo apresenta os seus pontos de vista, sobre as idiossincrasias e os méritos de Mourinho. 

Para ler na ìntegra esta crónica, siga o seguinte link;http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1530977

sábado, 21 de janeiro de 2012

Barcelona, e o poder do buda Pepe Guardiola.


Mais uma vez nesta quarta-feira passada, a realidade demonstrou que este Barcelona é muito mais forte que o atual Real Madrid de Mourinho. Mas será que é só em termos futebolísticos?

Contudo, já no campeonato, a situação é muito diversa desta eliminatória da copa, ou dos jogos entre estas duas equipas, pois o Real Madrid controla o mesmo, com uma mão de ferro, e não dando sinais de qualquer tipo de descanso, perante os 5 pontos de vantagem que leva sobre o Barcelona.

Sabendo disso, e numa tentativa de serenar as suas tropas e melhor prepara-las psicologicamente para a adversidade que se avizinha, Guardiola pediu aos seus jogadores para se esquecerem do segundo jogo desta eliminatória da Taça do Rei, a disputar em Camp Nou na próxima quarta-feira, e concentrarem-se ao máximo na disputa do jogo entre o Barcelona e o Málaga. A margem de erro é mínima.

Para marcar claramente este seu pedido, Pepe Guardiola concedeu ontem aos seus jogadores um dia de folga extra, fugindo assim aos hábitos normais do Barcelona.

Para demonstrar que a eliminatória ainda está em aberto, e que leva muito a sério a capacidade que este Real Madrid vem demonstrado, Guardiola decidiu que o Barcelona viajaria para Málaga mais cedo, afim de também ser possível a equipa retornar a Camp Nou no fim do jogo a disputar com o Málaga, em vez de o fazer no dia seguinte. Isto para permitir que a preparação do jogo frente ao Real Madrid, seja iniciada pela manhã de segunda-feira, em vez de o ser na terça-feira. A calma e a ponderação, impera em todos os sentidos, no estilo de Pepe Guardiola.

Guardiola, apesar de ter à sua disposição uma equipa de jogadores fantásticos, que executam todas as vertentes do jogo, como uma afinada orquestra sinfónica na execução das melhores óperas mundiais, não se desleixa, nem se esquece que é na organização e método sobre os mais pormenores e detalhes, que as equipas normalmente vencedoras, se tornam imbatíveis e únicas.

Nos fantásticos dias que atualmente disfrutamos, em que quase tudo está descoberto e se encontra à nossa disposição à simples distância de um clik, a diferença afirma-se por aqueles que sabem que é no trabalhar dos pequeníssimos pormenores, que o todo das suas equipas, farão a diferença para os seus adversários.

Por isso, aquele passe milimétrico de Messi, que num minuto ou segundo, desmoronaram por completo a muralha aguerrida e defensiva do Real Madrid, na última quarta-feira.

O poder de concentração deste Barcelona, é a sua enorme vantagem sobre os seus diretos adversários, pois durante os 90 minutos de jogo, poucos ou nenhuns momentos de desconcentração existem. Mais do que saber jogar a bola, os jogadores do Barcelona revelam acima de tudo, como indivíduos e por conseguinte como equipa, uma capacidade enorme de controlo emocional, mantendo a cabeça fria, perante as ocorrências do jogo, para que a defesa da sua equipa não abra brechas. Veja-se o caso do golo do Real Madrid, protagonizado por Ronaldo:

Com outra equipa, aquele golo que Ronaldo marcou a Pinto pelo meio das pernas, despoletaria uma sequência de situações anímicas e psicológicas, com os consequentes erros, em que desde o guarda-redes aos seus centrais, a angústia e o nervoso miudinho pela vergonha passada, seriam suficientes para se esquecerem das ações que deveriam executar como equipa durante os 90 minutos, e passariam a pensar como se resgatar individualmente pela humilhação sofrida.

As ações individuais de alguns jogadores do Real Madrid, no último jogo da quarta-feira passada como por exemplo, Pepe e Coentrão, são reveladoras da falta de capacidade mental e psicológica que alguns exibem para aguentarem a enorme pressão de jogar contra este Barcelona que joga concentrado os noventa minutos de jogo, e que quando abre brechas rapidamente se recompõem, e com calma e muita serenidade se impõem perante os adversários.

Estes jogadores do Barcelona, para além de serem grandes futebolistas e acreditarem cegamente nas suas capacidades, exibem uma estaleca psicológica mais consentânea para a prática de partidas de Xadrez ou de Póquer, em que através do bluff, dizimam tudo e todos, como os grandes mestres mundiais que percorrem os maiores casinos do mundo. Sintomático.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Barcelona marca em 2011; impressionantes 170 golos!


Ontem em Camp Nou, esteve muito perto de se bater  um velhinho record histórico; a maior goleada do Barcelona, que é de 10-1 ao Tarragona, que data desde a longínqua temporada de 1949/50.

Nesta 2ª mão da Taça do Rei, o modesto L´Hospitalet que perdera na primeira mão desta eliminatória por 0-1, saiu copiosamente vergado de Camp Nou com um concludente 9-0, naquele que passa a ser o maior triunfo da máquina blaugrana, de Guardiola.

O anterior record de Guardiola, aconteceu na derrota do Osassuna também nesta época por 8-0. E se estes números assustam qualquer um, atente-se nos outros que o Barça atingiu; 95 golos marcados nesta época, em apenas 28 jogos “oficiais”, o que dá uma média impressionante de 3,39 por partida.

Se a estes valores se juntarem os obtidos desde Janeiro de 2011( ainda referentes à época passada ), o total deste ano,  atinge os 170 golos marcados, que se torna um novo record do futebol espanhol, superando os impressionantes 167, que pertenciam ao Real Madrid.
Nem mesmo o fato de terem disputado no domingo passado e vencido o Mundial de Clubes, levou os blaugrana a levantar o pé, contra os abnegados L´Hospitalet.

Impressionante, é o fato de neste jogo, o Barcelona ter apresentado 10 elementos oriundos da sua cantera,  sendo a excepção o guarda redes Pinto, no seu onze inicial. Se a estes juntarmos mais 3 suplentes utilizados, e com o desempenho que os mesmos tiveram, prevê-se que o futuro desta máquina goleadora, começa a ficar muito bem assegurado, pelas bandas de Camp Nou.

Neste festival de golos, a nota negativa vai para a lesão grave de Iniesta, com Pepe Guardiola a levar as mãos à cabeça pelo desespero, com uma rutura muscular na perna esquerda, com prognóstico de paragem de 2 semanas.

Qual será a equipa de futebol a nível mundial, que poderá travar este colosso de equipa?

Esta é a pergunta que fica entretanto no ar e sem resposta visível, nos tempos mais próximos

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pepe Guardiola; World Manager of the Year


Na última temporada em que Frank Rijkaard estava no comando do Barcelona, o mesmo acabou em 3º na La Liga, a 18 pontos atrás do Real Madrid. Neste campeonato, que o Barça perdeu drasticamente para o seu rival histórico, ainda lhes aconteceu terem que sofrer a humilhação pública de serem a guarda de honra do título do Real Madrid, porque o clássico com os blancos, aconteceu na semana seguinte à conquista do título de campeões da Liga Espanhola, pelo Real Madrid.

Perante esta humilhação, o sino tocou a rebate para os blaugrana. Tinha chegado “a hora da mudança”, conforme afirmou o antigo jogador do Barcelona Rafa Marquez.

Quando o ex jogador do meio campo do Barcelona, Guardiola foi escolhido como sucessor de Rijkaard, muitos demonstraram o seu medo e desagrado, pela nomeação.
Claro que Guardiola tinha sido muito bem-sucedido com a equipa B, mas ele não tinha experiência nenhuma na 1º liga, nem a nível Europeu. A imprensa catalã, foi suspirando e clamando por um treinador de renome mundial, mais precisamente por José Mourinho. 

Ainda mais aflitos ficaram, quando Guardiola perdeu e empatou os seus dois primeiros jogos do campeonato, fazendo a pressão sobre a sua valia técnica, subir a níveis complicados.
Contudo, no meio do desnorte e falta de crença nas capacidades de Guardiola, outros havia que acreditavam cegamente no novo treinador, como Xavi que afirmou ao World Soccer; “ Pep é incrível. Quando o contrataram eu disse; Madre mia, vamos voar. Ele é viciado no trabalho. Ele é um perfeccionista. Ele exige muito de si mesmo. A pressão que ele coloca sobre si mesmo, é contagiante ao grupo de trabalho”.

A tudo isto, Guardiola mostrou uma resistência superior, ao obrigar Deco, Ronaldinho e Samuel Eto´o, a serem possivelmente excluídos do grupo de trabalho.
Ele mudou a abordagem que os jogadores faziam aos treinos diários, levando Iniesta e Xavi a afirmar, que nunca tinham visto sessões de trabalho tão intensas e exigentes.

Para além do intenso trabalho, Guardiola, exige uma disciplina cerrada. Na recente biografia de Zlatan Ibrahimovic, este toca neste ponto, com a seguinte afirmação; “ Os jogadores do Barça formam uma seita, com uma fé cega e sem limites no seu treinador, tipo meninos do colégio, que executam plenamente o que o professor lhes pede”.
A esta afirmação, Guardiola respondeu com um lacónico; “Tomo isso como um elogio”.

Como treinador, Guardiola aplicou no Barcelona, novos conceitos no posicionamento, na inteligência e no movimento dos seus jogadores. Taticamente a sua análise é contundente e precisa. Antes de cada jogo, Guardiola tranca-se num pequeno escritório meio escuro, devorando todos os vídeos dos seus adversários, e rivais. Durante esse estudo, há um momento, em que ele afirma “quando eu só sei.”
A evidência sugere em grande parte, que Guardiola realmente o sabe.

Pepe Guardiola sempre reconheceu, que para além do estilo, da identidade e dos aplausos, pela maneira de jogar deste Barcelona, a mesma também tem que vencer. Pois conforme Guardiola não se cansa de o afirmar, caso a equipa não vença, os elogios à beleza sobre o futebol praticado rapidamente terminariam, e a guerra e a confusão no clube, rapidamente começariam.
Contudo e até agora, e em comparação com as outras equipas rivais, eles têm sido ridiculamente bem-sucedidos.

Na primeira temporada de Guardiola à frente do comando técnico do Barcelona FC, este fez o pleno ao ter vencido o campeonato de La Liga, a Liga dos Campeões, e a Taça do Rei.
Nos 3 anos seguintes, venceu sempre o campeonato de La Liga, bem como nas 3 edições da Liga dos Campeões, venceu 2.
Num total de 16 troféus possíveis, venceu 13, traduzindo-se esses títulos, nos anos de maior sucesso da história do Barcelona.
Tudo isso se deve e muito, a Pepe Guardiola.

Não é de estranhar por isso, que Pepe Guardiola esteja indicado mais uma vez, para o prémio; “World Manager of the Year”.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vejamos se à 3ª, existe uma vitória para José Mourinho.


O estádio do Real Madrid o mítico Santiago Bernabéu, tem sido um talismã precioso e muito bom para Josep Guardiola, o treinador do Barcelona FC. O balanço desportivo nos últimos 5 desafios disputados neste estádio, entre os dois monstros do Futebol Espanhol, tem sido mais que positivo para as cores do Barcelona no reinado de Josep Guardiola, com as suas 3 vitórias e 2 empates.

Para o campeonato de “La Liga”, os resultados ainda são mais positivos para Josep Guardiola, já que o Barcelona venceu por duas vezes, e empatou uma.

Na primeira vez que Josep Guardiola visitou Madrid, como treinador do Barcelona, venceu o jogo por uns expressivos 2-6, com o Barcelona a marcar por intermédio de Thierry Henry ( 2 ), Messi ( 2 ) com Puyol e Piqué a contribuirem para o saldo total, com um golo cada. Na segunda visita, mais uma vitória agora por 0-2, com golos de Messi e Pedro.

Nos jogos disputados contra o Real Madrid treinado por José Mourinho, o Josep de Barcelona, só obteve dois empates. No primeiro desafio e a contar para o campeonato da Liga, um empate a 1 golo, sendo o golo do Real obtido por Ronaldo e o do Barcelona, por Messi. No segundo jogo, com este a contar para a Super Taça Espanhola, um empate a 2, com os golos do Barcelona a serem obtidos pelo inevitável Leonel Messi e por Villa.

Os bons resultados que Josep Guardiola ostenta como treinador principal do Barcelona, não têm paralelo, com os resultados que alcançou enquanto jogador do mesmo Barcelona, nas visitas ao estádio do Real Madrid.

Nas 7 visitas que efetuou ao Santiago Bernabeu, Josep Guardiloa só venceu um dos jogos, e por 0-1, tendo esse desafio sido disputado em 93/94.
Os restantes acabaram com 3 derrotas e 3 empates.

Vejamos como termina o desafio de amanhã à noite, entre um Real Madrid confiante e que tem feito uma Champions League exemplar, e um Barcelona que apesar de ainda ser poderoso, tem apresentado alguns altos e baixos, contra equipas que apresentam defesas compactas e rápidas a sair para o ataque, para saber quem melhor sorri no final.

Se o José Português ou o José Espanhol.