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sábado, 21 de abril de 2012

Cristiano Ronaldo, dizima Barcelona em Camp Nou.


O Real Madrid CF venceu o FC Barcelona no aguardado "El Clásico" deste sábado, por 2-1, dando um passo importante para a conquista do título de campeão espanhol. Cristiano Ronaldo marcou o golo da vitória "merengue".

Com Pepe, Cristiano Ronaldo e Fábio Coentrão no "onze" inicial, o Real entrou melhor na partida, tendo chegado à vantagem aos 17 minutos, graças a um golo de Khedira. O Barça tentou responder mas não conseguiu marcar nos primeiros 45 minutos, com os "merengues" a guardarem a vantagem tangencial até ao intervalo.

No segundo tempo o encontro manteve a mesma toada, com os "blaugrana" a tentarem chegar ao empate, se bem que o conjunto de José Mourinho ia controlando os acontecimentos em Camp Nou. Contudo, os catalães viriam a obter o empate aos 70 minutos, por intermédio do recém-entrado Alexis Sánchez. O empate não duraria muito uma vez que Cristiano Ronaldo assinou o segundo golo do Real aos 73 minutos. O Real segurou a vantagem até final e aumentou assim a vantagem na liderança para sete pontos.

José Mourinho e o seu Real Madrid, podem assim iniciar desde já os festejos pela obtenção do título de Campeões de Futebol da Liga Espanhola.

domingo, 18 de março de 2012

Vamos esquecer esta liga, não vamos ganhá-la!


Bluff ou a realidade? Pep Guardiola, treinador do Barcelona, atirou este sábado a toalha ao chão, afirmando que os blaugrana não irão renovar o título espanhol conquistado nas últimas três temporadas.

«Estamos a tentar fazer o nosso trabalho. Queríamos estar a competir até ao final (do campeonato) creio que não vai ser possível. Vamos esquecer esta liga, não vamos ganhá-la a menos que o Real Madrid tropece». 

O nosso adversário é muito bom e conseguiu melhores resultados do que nós», afirmou o técnico na conferência de imprensa posterior ao triunfo alcançado ante o Sevilha.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Barcelona na final da taça do Rei.


A equipa de Pep Guardiola bateu o Valência (2-0) na segunda mão da meia-final da Taça do Rei e garantiu um lugar na final diante do Athletic de Bilbau.

Os dois clubes com mais títulos na Taça do Rei de Espanha defrontam-se este ano na final: o Barcelona (25 troféus) venceu o Valência por 2-0, na segunda mão da meia-final, e juntou-se ao Athletic de Bilbau (23 triunfos), que já tinha afastado o Mirandés.
Fabregas e Xavi fizeram os golos “blaugrana”.
Em Itália, na primeira mão da meia-final da Taça, a Juventus ganhou em casa do Milan por 2-1, com um “bis” de Martín Cáceres.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Barcelona não ganhou para o susto.


Mourinho quase conseguiu o impossível, recuperou dois golos de desvantagem e colocou o apuramento à distância só de um golo, mas foi o Barcelona a passar às meias-finais com um empate (2-2).

O Real Madrid apresentou-se diferente, de peito aberto, na missão mais difícil que tinha esta época: entrar Camp Nou e sair de lá, do palco de todos os pesadelos de Mourinho (é o estádio do mundo onde jogou mais vezes fora e nessas nove vezes nunca ganhou), com a reviravolta na eliminatória depois da derrota no Bernabéu na primeira mão (1-2) dos quartos-de-final da Taça. E esteve perto de o conseguir. Recuperou dois golos de desvantagem, mas não foi suficiente e o empate (2-2) qualificou o Barcelona e eliminou os blancos.

Desta vez, Mourinho não fez invenções. Sem adaptações, vestiu um figurino que não envergonhou o Real, ao contrário do que aconteceu no primeiro jogo, quando colocou Altintop na defesa e Pepe no meio-campo, andando atrás da bola que o adversário roubou. Ontem, voltaram todos às suas posições de origem. Com isso a equipa soltou-se perante o seu maior inimigo — em dez jogos, com o de ontem, venceram apenas um. O Barcelona, esse, jogou como sempre, desde que Guardiola chegou ao banco em 2008.

Higuaín podia ter marcado aos 10 segundos de jogo — e depois Cristiano Ronaldo ou Ozil, este último atirou à barra.
Pepe jogou mesmo, depois das dúvidas que caíram sobre a sua utilização devido ao pisão sobre Messi, e foi um dos melhores em campo. Ronaldo até marcou um golo e Messi ficou em branco. Mas isto tudo… não chegou.

Golo de Ronaldo

À falta de eficácia de um melhor Real no primeiro tempo, respondeu o Barça. Com dois golos. Primeiro, uma jogada monumental de Messi a isolar Pedro (que entrara a substituir o lesionado Iniesta) e este bateu Casillas (43’); dois minutos depois Alves, com um remate de longe, fez o 2-0. O jogo e a eliminatória pareciam estar entregues.

Mas o Real não desistiu e calou o Camp Nou. O golo de Ronaldo (68’), após assistência de Ozil (fintou Pinto e atirou para a baliza deserta), abriu o coração dos merengues. Quatro minutos depois, Benzema empatou e o sonho do Real ficava apenas a um golo de distância.

Não chegou. Esse golo nunca apareceu, ao contrário dos cartões e das expulsões. Desta vez, foi Sergio Ramos — oito das últimas 9 expulsões nos clássicos foram de jogadores do Real. Mourinho e Pepe, os mais odiados, fazendo lembrar aquele 23 de Novembro de 2002 quando Figo regressou a Camp Nou com a camisola blanca, saíram derrotados mas sem vergonha do que fizeram, ao contrário de há uma semana na sua própria casa, em que se “sujaram para nada”.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Barcelona, e o poder do buda Pepe Guardiola.


Mais uma vez nesta quarta-feira passada, a realidade demonstrou que este Barcelona é muito mais forte que o atual Real Madrid de Mourinho. Mas será que é só em termos futebolísticos?

Contudo, já no campeonato, a situação é muito diversa desta eliminatória da copa, ou dos jogos entre estas duas equipas, pois o Real Madrid controla o mesmo, com uma mão de ferro, e não dando sinais de qualquer tipo de descanso, perante os 5 pontos de vantagem que leva sobre o Barcelona.

Sabendo disso, e numa tentativa de serenar as suas tropas e melhor prepara-las psicologicamente para a adversidade que se avizinha, Guardiola pediu aos seus jogadores para se esquecerem do segundo jogo desta eliminatória da Taça do Rei, a disputar em Camp Nou na próxima quarta-feira, e concentrarem-se ao máximo na disputa do jogo entre o Barcelona e o Málaga. A margem de erro é mínima.

Para marcar claramente este seu pedido, Pepe Guardiola concedeu ontem aos seus jogadores um dia de folga extra, fugindo assim aos hábitos normais do Barcelona.

Para demonstrar que a eliminatória ainda está em aberto, e que leva muito a sério a capacidade que este Real Madrid vem demonstrado, Guardiola decidiu que o Barcelona viajaria para Málaga mais cedo, afim de também ser possível a equipa retornar a Camp Nou no fim do jogo a disputar com o Málaga, em vez de o fazer no dia seguinte. Isto para permitir que a preparação do jogo frente ao Real Madrid, seja iniciada pela manhã de segunda-feira, em vez de o ser na terça-feira. A calma e a ponderação, impera em todos os sentidos, no estilo de Pepe Guardiola.

Guardiola, apesar de ter à sua disposição uma equipa de jogadores fantásticos, que executam todas as vertentes do jogo, como uma afinada orquestra sinfónica na execução das melhores óperas mundiais, não se desleixa, nem se esquece que é na organização e método sobre os mais pormenores e detalhes, que as equipas normalmente vencedoras, se tornam imbatíveis e únicas.

Nos fantásticos dias que atualmente disfrutamos, em que quase tudo está descoberto e se encontra à nossa disposição à simples distância de um clik, a diferença afirma-se por aqueles que sabem que é no trabalhar dos pequeníssimos pormenores, que o todo das suas equipas, farão a diferença para os seus adversários.

Por isso, aquele passe milimétrico de Messi, que num minuto ou segundo, desmoronaram por completo a muralha aguerrida e defensiva do Real Madrid, na última quarta-feira.

O poder de concentração deste Barcelona, é a sua enorme vantagem sobre os seus diretos adversários, pois durante os 90 minutos de jogo, poucos ou nenhuns momentos de desconcentração existem. Mais do que saber jogar a bola, os jogadores do Barcelona revelam acima de tudo, como indivíduos e por conseguinte como equipa, uma capacidade enorme de controlo emocional, mantendo a cabeça fria, perante as ocorrências do jogo, para que a defesa da sua equipa não abra brechas. Veja-se o caso do golo do Real Madrid, protagonizado por Ronaldo:

Com outra equipa, aquele golo que Ronaldo marcou a Pinto pelo meio das pernas, despoletaria uma sequência de situações anímicas e psicológicas, com os consequentes erros, em que desde o guarda-redes aos seus centrais, a angústia e o nervoso miudinho pela vergonha passada, seriam suficientes para se esquecerem das ações que deveriam executar como equipa durante os 90 minutos, e passariam a pensar como se resgatar individualmente pela humilhação sofrida.

As ações individuais de alguns jogadores do Real Madrid, no último jogo da quarta-feira passada como por exemplo, Pepe e Coentrão, são reveladoras da falta de capacidade mental e psicológica que alguns exibem para aguentarem a enorme pressão de jogar contra este Barcelona que joga concentrado os noventa minutos de jogo, e que quando abre brechas rapidamente se recompõem, e com calma e muita serenidade se impõem perante os adversários.

Estes jogadores do Barcelona, para além de serem grandes futebolistas e acreditarem cegamente nas suas capacidades, exibem uma estaleca psicológica mais consentânea para a prática de partidas de Xadrez ou de Póquer, em que através do bluff, dizimam tudo e todos, como os grandes mestres mundiais que percorrem os maiores casinos do mundo. Sintomático.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mais uma vitória para Pepe Guardiola.

Ai se eu te pego! Alves e Abidal, após o 2º golo do Barça.
Em mais um emocionante e nervoso clássico entre Barcelona e Real Madrid, o lado catalão saiu vitorioso novamente. Nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, a equipe visitante derrotou o atual campeão da Copa do Rei por 2 a 1, de virada, e ficou mais perto da semifinal.
Com o triunfo, o Barcelona tem a vantagem do empate na partida do Camp Nou, além de poder perder por 1 a 0 que ainda avança de fase. O próximo adversário sai do duelo entre Valencia e Levante.
Além da derrota, a torcida do Real ainda viu o rival dançar o sucesso do cantor brasileiro Michel Teló em pleno Santiago Bernabéu. Quando o francês Eric Abidal fez o gol da virada, saiu para comemorar com Daniel Alves, e juntos eles fizeram a coreografia de Ai, Se Eu Te Pego. Cristiano Ronaldo havia aberto o placar, com Puyol obtendo o empate.
Além disso, o Barcelona chegou a uma marca histórica. É o primeiro time a visitar o Real Madrid em sete vezes consecutivas e sair da capital espanhola sem uma derrota sequer.
O Barcelona só teve uma alteração em relação ao time titular: Pinto surgiu no gol substituindo Valdés. Já o Real contou com uma escalação bastante modificada. Altintop foi escalado na lateral direita, e Ricardo Carvalho formou a dupla de zaga com Sergio Ramos. Com Marcelo no banco de reservas, Fábio Coentrão jogou pela esquerda, e Lass Diarra e Pepe na contenção.
O Real Madrid iniciou de modo parecido com o último clássico disputado no Santiago Bernabéu. A marcação na saída de bola adversária foi a tônica dos primeiros minutos, e o Barcelona tinha dificuldade de usar o tradicional toque de bola. E com 10 minutos a vantagem no placar era do time da casa. Benzema achou Cristiano Ronaldo com grande passe, e o português finalizou por entre as pernas de Pinto após driblar Piqué e Daniel Alves.
A primeira jogada de ataque do Barcelona saiu três minutos depois, quando Iniesta passou fácil por Altintop e chutou no canto direito - Casillas defendeu. Com o jogo equilibrado, os catalães criaram perigo em cabeçada de Sanchez que acertou a trave. Na sequência, o futebol deu lugar a lances pegados, e Pepe e Piqué receberam cartão amarelo.
Messi apareceu pela primeira vez aos 23min, em chute potente pela esquerda que obrigou Casillas a fazer grande defesa. O Barcelona passou a ter o jogo à sua cara, e Iniesta ficou perto do empate aos 28min, mas arrematou para fora. Os lances ofensivos foram aos poucos se tornando raros, e o Real basicamente marcava a troca de passes adversária.
Depois do intervalo, o Barcelona contou com três minutos para empatar. Em cobrança de escanteio, Puyol aproveitou desatenção de Pepe e cabeceou com força para o fundo das redes. A virada ficou perto de ocorrer quatro minutos depois, em chute de Fábregas que só não virou gol por desvio de Sergio Ramos. A resposta madridista saiu aos 10min: Altintop fez jogada pela direita, deixou Iniesta no chão e cruzou para Benzema cabecear na trave direita.
Buscando equilibrar a partida, José Mourinho promoveu duas mudanças: tirou Diarra e Higuaín para as entradas de Ozil e Callejón. A partida voltou a ficar quente, com direito a pisão de Pepe na mão de Messi. O Real não era capaz de um chute a gol, e tinha Cristiano Ronaldo bastante apagado.
Se o português não conseguia criar, Messi produziu. O argentino deu grande passe para a entrada surpresa de Abidal na área, que tocou na saída de Casillas. Como o resultado já era desastroso, Mourinho, enfim, tirou Pepe para colocar Granero. O clima, porém, era de mais uma vitória do Barcelona sobre o Real Madrid.