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sábado, 5 de maio de 2012

"Te amamos, Pep", constava na enorme bandeira da torcida do Barça para Guardiola


O técnico Josep Guardiola realizou neste sábado sua última partida no Camp Nou à frente do Barcelona e deixou uma imagem positiva à torcida azul-grená. Antes de se despedir oficialmente do clube ao final da temporada, o treinador viu o argentino Lionel Messi marcar quatro vezes e garantir a goleada por 4 a 0 no duelo catalão com o Espanyol, pela 37ª e penúltima rodada do já decidido Campeonato Espanhol. O Real Madrid, que no meio de semana garantiu o título de maneira antecipada, contou com um gol contra nos acréscimos para derrotar de virada o Granada por 2 a 1.
Apesar de ter comandado o Barça no Camp Nou pela última vez, Guardiola ainda tem dois compromissos como treinador do clube culé. Na próxima semana, os catalães vão à região da Andaluzia para encarar o Sevilla, pela 38ª e derradeira rodada do Espanhol. Já no dia 25, o time encara no Estádio Vicente Calderón, em Madrid, o Athletic de Bilbao, pela decisão da Copa do Rey.
Os gols que garantiram a vitória do Barcelona neste sábado foram marcados pelo artilheiro isolado do Espanhol: Messi, que marcou três vezes (de falta aos 12min do primeiro tempo, de pênalti 18 e aos 34min da etapa final e ainda com a bola rolando, aos 29min) para definir o placar no duelo com o rival local. Os tentos anotados no Camp Nou praticamente confirmaram o camisa 10 argentino como goleador do Espanhol: ele fez 50, contra 45 do português Cristiano Ronaldo.
O camisa 7 merengue, aliás, teve uma atuação discreta neste sábado, na vitória de virada do campeão Real Madrid sobre o modesto Granada por 2 a 1, fora de casa. Com uma equipe mista, os madrilenos saíram em desvantagem logo aos 5min de jogo quando Jara abriu o marcador, mas Cristiano Ronaldo, de pênalti, igualou aos 36min da etapa final. O gol da vitória foi marcado por Cortez, contra, aos 47min do segundo tempo
Ao final desta 37ª rodada, o Real Madrid chegou aos 97 pontos na tabela de classificação do campeonato e continuou vislumbrando a marca dos 100 - o Barcelona, vice, alcançou os 90. A penúltima jornada, aliás, garantiu o terceiro dos quatro representantes da Espanha na próxima Liga dos Campeões: o Valencia, que venceu o Villarreal no fim por 1 a 0, gol do atacante brasileiro Jonas aos 45min da etapa decisiva.

sábado, 21 de abril de 2012

Cristiano Ronaldo, dizima Barcelona em Camp Nou.


O Real Madrid CF venceu o FC Barcelona no aguardado "El Clásico" deste sábado, por 2-1, dando um passo importante para a conquista do título de campeão espanhol. Cristiano Ronaldo marcou o golo da vitória "merengue".

Com Pepe, Cristiano Ronaldo e Fábio Coentrão no "onze" inicial, o Real entrou melhor na partida, tendo chegado à vantagem aos 17 minutos, graças a um golo de Khedira. O Barça tentou responder mas não conseguiu marcar nos primeiros 45 minutos, com os "merengues" a guardarem a vantagem tangencial até ao intervalo.

No segundo tempo o encontro manteve a mesma toada, com os "blaugrana" a tentarem chegar ao empate, se bem que o conjunto de José Mourinho ia controlando os acontecimentos em Camp Nou. Contudo, os catalães viriam a obter o empate aos 70 minutos, por intermédio do recém-entrado Alexis Sánchez. O empate não duraria muito uma vez que Cristiano Ronaldo assinou o segundo golo do Real aos 73 minutos. O Real segurou a vantagem até final e aumentou assim a vantagem na liderança para sete pontos.

José Mourinho e o seu Real Madrid, podem assim iniciar desde já os festejos pela obtenção do título de Campeões de Futebol da Liga Espanhola.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Messi e a sua manita de golos, num só jogo.


O que é que ainda falta escrever sobre Lionel Messi? O jogador argentino nunca pára de surpreender e esta noite, em Camp Nou, destroçou o quinto classificado do campeonato alemão. 

Na segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, Messi marcou cinco golos na histórica goleada do Barcelona por 7-1 sobre o Bayer Leverkusen e acrescentou mais algumas proezas a um currículo que é, cada vez mais, ímpar.

Até hoje nenhum jogador tinha marcado cinco golos num jogo da mais importante prova de clubes na Europa desde que a UEFA, em 1992, alterou o formato da prova. Messi, que nunca tinha conseguido uma “manita” na sua carreira, fê-lo numa partida que vai ficar também para a história do Bayer Leverkusen: os alemães nunca tinham sofrido uma derrota tão pesada nas competições europeias.

Com estes cinco golos, marcados aos 25’, 42’, 49’, 58’ e 84’, Messi atinge os 49 na Liga dos Campeões, ultrapassa Eusébio na lista dos melhores marcadores de sempre da competição e é agora o 6.º melhor nesse ranking, lugar que partilha com Alfredo Di Stéfano, outra lenda do futebol mundial.


Mas as proezas de Messi não se ficam por aqui. Esta época o argentino marcou 12 golos nos sete jogos que disputou na Liga dos Campeões, e igualou o recorde alcançado numa só edição. Quem o detinha? Messi, claro. Para mais tarde fica outro feito: faltam sete golos para superar César como o melhor marcador de sempre do Barcelona.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Barcelona não ganhou para o susto.


Mourinho quase conseguiu o impossível, recuperou dois golos de desvantagem e colocou o apuramento à distância só de um golo, mas foi o Barcelona a passar às meias-finais com um empate (2-2).

O Real Madrid apresentou-se diferente, de peito aberto, na missão mais difícil que tinha esta época: entrar Camp Nou e sair de lá, do palco de todos os pesadelos de Mourinho (é o estádio do mundo onde jogou mais vezes fora e nessas nove vezes nunca ganhou), com a reviravolta na eliminatória depois da derrota no Bernabéu na primeira mão (1-2) dos quartos-de-final da Taça. E esteve perto de o conseguir. Recuperou dois golos de desvantagem, mas não foi suficiente e o empate (2-2) qualificou o Barcelona e eliminou os blancos.

Desta vez, Mourinho não fez invenções. Sem adaptações, vestiu um figurino que não envergonhou o Real, ao contrário do que aconteceu no primeiro jogo, quando colocou Altintop na defesa e Pepe no meio-campo, andando atrás da bola que o adversário roubou. Ontem, voltaram todos às suas posições de origem. Com isso a equipa soltou-se perante o seu maior inimigo — em dez jogos, com o de ontem, venceram apenas um. O Barcelona, esse, jogou como sempre, desde que Guardiola chegou ao banco em 2008.

Higuaín podia ter marcado aos 10 segundos de jogo — e depois Cristiano Ronaldo ou Ozil, este último atirou à barra.
Pepe jogou mesmo, depois das dúvidas que caíram sobre a sua utilização devido ao pisão sobre Messi, e foi um dos melhores em campo. Ronaldo até marcou um golo e Messi ficou em branco. Mas isto tudo… não chegou.

Golo de Ronaldo

À falta de eficácia de um melhor Real no primeiro tempo, respondeu o Barça. Com dois golos. Primeiro, uma jogada monumental de Messi a isolar Pedro (que entrara a substituir o lesionado Iniesta) e este bateu Casillas (43’); dois minutos depois Alves, com um remate de longe, fez o 2-0. O jogo e a eliminatória pareciam estar entregues.

Mas o Real não desistiu e calou o Camp Nou. O golo de Ronaldo (68’), após assistência de Ozil (fintou Pinto e atirou para a baliza deserta), abriu o coração dos merengues. Quatro minutos depois, Benzema empatou e o sonho do Real ficava apenas a um golo de distância.

Não chegou. Esse golo nunca apareceu, ao contrário dos cartões e das expulsões. Desta vez, foi Sergio Ramos — oito das últimas 9 expulsões nos clássicos foram de jogadores do Real. Mourinho e Pepe, os mais odiados, fazendo lembrar aquele 23 de Novembro de 2002 quando Figo regressou a Camp Nou com a camisola blanca, saíram derrotados mas sem vergonha do que fizeram, ao contrário de há uma semana na sua própria casa, em que se “sujaram para nada”.