O reforço avançado centro chinês Chen Zhizhao, não teve
descanso após ser oficialmente apresentado no Corinthians.
O jogador partiu do
Parque São Jorge, local da cerimônia, direto para o CT Joaquim Grava, onde
realizou o seu primeiro treino no clube.
O camisa 200 fez o aquecimento com os novos
companheiros - quem enfrentou o Catanduvense ficou apenas na academia -, mas foi
para o campo ao lado quando se iniciou o treino da equipa principal.
Acompanhado de Fabricio do Prado, auxiliar de
preparação física, o reforço alvinegro deu algumas voltas em torno do gramado e
iniciou um processo de recondicionamento. Ainda não há prazo para que ele esteja
em forma e pronto para treinar sob o comando de Tite, a quem cumprimentou
brevemente no intervalo entre as atividades.
Zhizhao, que conta com a ajuda de um
intérprete para se comunicar fora do campo, não tem ninguém para auxiliá-lo
enquanto trabalha. Ele vai precisar se virar para compreender as orientações
durante os treinos, mas o clube ainda estuda a possibilidade de contratar um
profissional, para acompanhar o jogador chinês, seu novo astro do marketing nessas
atividades.
O clássico entre Benfica e FC Porto, na
sexta-feira, vai ter um espectador confortável colado à televisão. O Sporting de
Braga está na luta pelo título, depois de ter somado o nono triunfo consecutivo
no campeonato (4-0, frente ao Vitória de Guimarães), colocando-se a três pontos
do duo que lidera a Liga.
Há muitos anos que o Sp. Braga não tinha um
derby tão fácil. A distância que se cavou entre os dois rivais do Minho nos
últimos tempos costuma esbater-se nos confrontos directos, mas a noite desta
segunda-feira foi descansada para os adeptos “arsenalistas”.
Dois erros
clamorosos do guarda-redes Nilson deram outros tantos golos madrugadores à
equipa de Leonardo Jardim. E a expulsão de Freire, à meia hora, sentenciou uma
partida cujo vencedor não chegou a estar propriamente em discussão.
Logo no
primeiro minuto de jogo, o defesa do Vitória Defendi falhou um corte na área e
deixou Lima em posição privilegiada, mas Alex fez um corte providencial. Três
minutos depois, num livre a meio-campo, Hugo Viana bateu tenso e o guarda-redes
Nilson errou o tempo de saída, deixando Elderson à vontade para inaugurar o
marcador, com um golo de cabeça.
Respondeu o Vitória, aos 10 minutos, num
livre cobrado por Teles, que Freire desvia de cabeça, para uma grande
intervenção de Quim, mas foi praticamente o único lance de perigo que se viu aos
vimaranenses durante o encontro – a este, juntou-se apenas um corte em cima de
linha de golo de Douglão, sobre o intervalo.
Não passou muito tempo até que
os vitorianos facilitassem mais a vida ao adversário e praticamente acabassem
com a discussão do jogo. Custódio, que há um ano e meio tinha sido dispensado
pelo V. Guimarães, fez de cabeça o segundo golo do Sp. Braga (18’), aproveitando
novo erro de Nilson na saída a um canto cobrado por Viana. Se as coisas já
estavam difíceis para o Vitória, ficaram ainda pior quando Freire foi expulso,
na sequência de um lance em que pisa Hélder Barbosa sobre a linha de fundo.
O
Sp. Braga aproveitou a desconcentração contrária e passou a controlar
confortavelmente o jogo. Foi, assim, acumulando oportunidades de golo,
especialmente através do brasileiro Lima (33’, 47’ e 61’). O avançado foi
desperdiçando ocasiões, mas, de grande penalidade (a castigar falta de N’ Diaye)
conseguiu fazer o 15.º golo da temporada, isolando-se desta forma no topo da
lista de melhores marcadores. Antes do final do jogo, Ukra ainda teve tempo de
avolumar o resultado com um remate cruzado, que consolidou a goleada
bracarense.
Marcello Nichi criticou as declarações do
guarda-redes e capitão da selecção italiana sobre o golo não validado a Muntari
no jogo Milan-Juventus de sábado.
O presidente da associação italiana de
árbitros, Marcello Nichi, afirmou ter ficado “desapontado com o capitão da
selecção”, pois “disse coisas que eram evitáveis e que não são um exemplo para
os jovens”.
O guarda-redes, de 34 anos, afirmou no final do clássico frente
ao Milan que estava apenas “a ver a bola e não a linha de baliza” e que se
tivesse visto que era golo, “não diria nada ao árbitro”.
Confrontado com as
críticas, Buffon reiterou o que disse no final da partida de sábado: “Basta-me o
respeito dos meus amigos, não importa o resto. Gosto daquilo que sou e sinto-me
orgulhoso por ser mais leal do que muitos retóricos.”
Palavras desvalorizadas
pelo actual seleccionador italiano, César Prandelli, que defendeu que no
pós-jogo “os jogadores encontram-se tensos”, e é difícil pensar que “um jogador
em campo, num lance de dúvida, possa ajudar o árbitro”.
“Devemos evitar a
hipocrisia. Com a cabeça fria o Buffon até pode alterar aquilo que disse a
quente”, acrescentou.
O golo não assinalado a Muntari no jogo de sábado entre
Milan e Juventus (1-1), a contar para a 25.º jornada da liga italiana, é mais um
caso a figurar na lista dos momentos mais polémicos do futebol
mundial.
Maicon, com um golpe de cabeça, tirou o FC
Porto de uma situação complicada. Os portistas, que realizaram uma primeira
parte sofrível perante um surpreendente Feirense, entraram com mais velocidade
no segundo tempo e destroçaram o adversário em muito pouco tempo. Primeiro
reduziram os forasteiros a dez elementos e depois, em quatro minutos,
destroçaram os homens de Santa Maria da Feira, com James a selar a vitória que
faz com que o FC Porto entre, na sexta-feira, na Luz, como líder da Liga (em
igualdade pontual com o Benfica). A notável exibição do guarda-redes Paulo Lopes
não foi suficiente.
O FC Porto passou por dificuldades algo
inesperadas frente a uma equipa do Feirense que, apesar de ocupar os últimos
lugares, pratica um futebol positivo e tem um conjunto que sabe o que está a
fazer em campo. Tem Hélder Castro, Diogo Cunha, Miguel Pedro, que jogam atrás de
Buval, todos elementos bons tecnicamente. O treinador Quim Machado também deu
uma ajuda para as dificuldades portistas ao manter Fernando sobre pressão,
colocando a sua equipa a pressionar logo no meio-campo adversário. Lucho e João
Moutinho, que gostam de trocar a bola de forma perfeita, passaram muito tempo a
correr atrás do adversário, jogando a um ritmo lento e incapazes de oferecerem
profundidade ao futebol da equipa. Só Hulk, quando podia, dava alguma velocidade
ao futebol da equipa. A complicar tudo isto, Varela (saiu aos 29’, cedendo o
lugar a James) não conseguiu ganhar um lance individual a Pedro Queirós.
O bom futebol do Feirense ainda ameaçou, aqui
e ali, Helton. Particularmente, aos 39’, quando Diogo Cunha apareceu solto na
esquerda, cruzou rasteiro, Álvaro Pereira cortou de forma defeituosa e por muito
pouco a bola não ficava ao alcance de Hélder Castro. Dois minutos depois, foi
Maicon que errou, deixando passar a bola, com Buval a antecipar-se a
Rolando,
ficando a um pequeno passo de emendar para o fundo da baliza.
Mas a segunda
parte trouxe um FC Porto com outra velocidade. Inicialmente, ainda esbarrou no
excelente Paulo Lopes que, aos 50’, realizou uma bela defesa, após um remate de
primeira de Janko. O austríaco voltou a estar perto do golo (55’), mas o
cabeceamento saiu por cima. A seguir (57’) o avançado, lançado por Hulk,
isolou-se e foi agarrado por Luciano. O árbitro assinalou grande penalidade e
mostrou o vermelho ao central. Mas o brasileiro na grande penalidade não bateu o
extraordinário Paulo Lopes.
O Feirense finou-se neste momento. E o jogo
passou a ser de sentido único. O inevitável aconteceu, aos 68’, com Maicon a
saltar mais alto que toda a gente e a fazer o golo, após um livre de James. Logo
a seguir, Lucho enviou uma bomba ao ferro. E, aos 72’, surgiu a jogada mais
bonita da partida, iniciada e concluída pelo jovem colombiano, depois de passar
por Moutinho e Lucho.
POSITIVO Paulo Lopes É um
guarda-redes veterano, 33 anos, mas realizou uma exibição notável. Paulo Lopes
realizou um punhado de defesas extraordinárias e foi fazendo sofrer os mais de
34 mil adeptos portistas que se encontravam na bancada. Defendeu mesmo uma
grande penalidade a Hulk. Não se lhe podia pedir mais. James
Rodríguez O colombiano entrou para o lugar do lesionado Varela e acabou
por ser fundamental para quebrar a resistência do Feirense. Marcou o livre para
a cabeça de Maicon abrir o marcador e depois selou o
resultado.
NEGATIVO Primeira parte do FC Porto O Feirense
não teve mais oportunidades que o adversário em toda a primeira parte, mas
anulou os pontos fortes portistas e jogou o jogo pelo jogo. Sobressaíram
futebolistas como Hélder Castro, Diogo Cunha ou Miguel Pedro.
Há poucas semanas, quando perguntaram a Ricky
Wolfswinkel qual o jogador que mais o impressionava no Sporting, o holandês nem
hesitou e disse o nome de Izmailov. “Faz coisas incríveis com a bola”, contou o
avançado.
O camisola 9 referia-se às habilidades do russo nos treinos, já que o
médio tem poucos jogos esta época devido às lesões, uma constante na sua
carreira. Neste domingo, o Rio Ave e Alvalade viram quão precisas foram as
palavras de Wolfswinkel.
Ao quarto jogo em 11 dias sob o comando de Sá
Pinto, o Sporting voltou a mostrar um futebol aos repelões, com mais ânimo do
que arte, fruto da cisão recente com Domingos e uma época que no campeonato já
entrou no seu estado moribundo. Foi aqui que entrou Izmailov, a salvar a equipa
de nova depressão a que as vitórias recentes sem brilho — sobre o Paços de
Ferreira (1-0) e o Legia Varsóvia (1-0) — trouxeram. Marcou o único golo, com um
remate forte após um trabalho notável.
O russo tem o à-vontade dos grandes
executantes, não se deixa abater pela pressão. Logo no primeiro minuto, chocou
com o joelho contra um adversário e os adeptos pensaram o pior: com ele tem sido
assim, mais lesões do que jogos. Por isso, é tão raro vê-lo jogar. E quando
conseguem vê-lo esperam coisas raras também — foi assim na sua estreia, em Julho
de 2007, quando marcou o único golo da Supertaça e derrotou o FC Porto.
O
último golo do russo esta época tinha sido a 10 de Setembro de 2011 frente ao
Paços, na quarta jornada. Mesmo assim, nos 14 jogos no total, cinco a titular,
soma quatro golos, é o segundo melhor marcador da equipa, a 3 dos 7 de
Wolfswinkel.
Apesar deste amor desconfiado dos adeptos para com Izmailov, a
relação com a equipa é ainda mais complicada. A identidade vai-se perdendo com
as lesões de Rinaudo, Onyewu ou Rodríguez, as referências que Domingos construiu
e Sá Pinto também tenta segurar. E isto pode gerar confusões, como o marcador de
livres da equipa ser Polga…
Pela frente, o Rio Ave de Carlos Brito, a
equipa que tem o pior registo nos jogos fora — conseguiu apenas uma vitória em
Olhão e um empate em Aveiro, ontem somou a nona derrota longe de Vila do Conde —
nunca fez o “leão” descansar. Nem quando este ficou em vantagem desde os 35
minutos.
Os alas funcionavam, mas aqui é que se vê a solidão de Wolfswinkel.
É um avançado abandonado, mal servido e cada vez com menos golos na sua conta. E
com isso desmoraliza. Foi ele que perdeu a bola no meio-campo e Atsu quase
aproveitava para empatar — a bola passou a rasar o poste. Logo a seguir, num
livre, Braga quase marcava. Pólvora seca frente a um Sporting em maré
vitoriosa.
O jogo terminou com nova vitória do Sporting e de Sá Pinto, a
terceira do novo técnico em quatro jogos (tem ainda um empate em Varsóvia 2-2).
E assim, os “leões” juntam-se ao Marítimo no quarto lugar e ficam à espera de
tirar dividendos do jogo de segunda-feira entre o Sporting de Braga e o Vitória
de Guimarães.
POSITIVO Izmailov O seu golo foi
fundamental, como têm sido muitos na sua carreira (há sempre o da sua estreia
contra o FC Porto, na Supertaça). Cada vez que joga os adeptos esperam coisas
raras, como as suas aparições, salvo das lesões. Mesmo assim é o segundo melhor
marcador da equipa, com quatro golos. Ataque do Rio Ave Saíram a
zero de Alvalade, mas estiveram muito perto do golo. João Tomás e companhia
tiveram oportunidades para festejarem, valeu Marcelo e algum
azar. NEGATIVO Wolfswinkel O sistema táctico não o
favorece, joga sozinho, sem companhia na frente. Os extremos não o sabem servir
e ele vai desmoralizando. Sem golos, soma apenas sete, o holandês anda cada vez
mais infeliz.
Avançado galês salvou o United nos descontos e
marcou o golo da vitória sobre o Norwich, mantendo a perseguição ao líder
City.
Ryan Giggs saiu do estádio ao lado de
Alex Ferguson, que o acompanhou abraçado até aos balneários. Não era para menos:
o veterano avançado do United, 38 anos, celebrou a partida 900 com a camisola do
clube e celebrou-o da melhor maneira – com o golo da vitória, 2-1.
Antes,
houve o golo de Scholes, outro veterano da equipa (37 anos).
O médio que estava
na reforma e que Ferguson pediu para regressar aos relvados no início deste ano,
abriu o marcador e colocou o United em vantagem. Mas era uma superioridade
curta.
Grant Holt, avançado do Norwich, empatou a partida a oito minutos do
fim, um resultado que deixaria o United em maus lençóis, já que o City tinha
ganho na véspera.
Até que chegou a altura da entrada em cena de Ryan
Giggs.
“Acho que pouca gente vai concordar comigo, mas a minha opinião é a de
que não vai haver ninguém como ele, a estar na Premier Legue há tanto tempo e
alcançar o que ele alcançou”, tinha dito Ferguson na quinta-feira sobre o jogo
900 de Giggs.
A resposta veio do seu famoso pé esquerdo: aos 92 minutos, fez
o 1-2, que deixa o United a dois pontos do líder City.
Arsenal esteve e a perder 0-2 com o Tottenham
mas acabou a golear por 5-2. Uma reviravolta em menos de meia-hora.
É raro ver um esgar na face de Arsène Wenger, mas neste domingo quem
foi ao Emirates assistir ao “derby” de Londres entre o Arsenal e o Tottenham
conseguiu aperceber-se das várias mutações na cara do treinador
francês.
Primeiro o susto com o 0-2 aos 34 minutos de jogo: Saha e um penálti
de Adebayor faziam antever uma tarde de horror para o Arsenal.
Depois a
felicidade ainda antes do intervalo, com o empate 2-2: Sagna e Persie marcaram e
deixaram tudo mais descansado no banco dos “gunners”.
Por fim, a felicidade
com a vitória ao ritmo da goleada, 5-2: Rosicky e dois golos de Walcott deixaram
em delírio os adeptos do arsenal. E em tristeza os do Tottenham, que assim
perderam pedalada para se juntar aos dois clubes da frente – agora a 10 e 8
pontos de City e United, respectivamente.
Para Wenger, foi a passagem do
pesadelo ao céu em 28 minutos: viu o primeiro da sua equipa aos 40 minutos e o
quinto e último aos 68’.
Neymar mais uma vez liderou o Santos em campo
e ajudou o time alvinegro a estender a série de vitórias no Campeonato Paulista
neste sábado, pela décima rodada do Estadual. Em Barueri, o camisa 11 marcou
duas vezes (um deles um golaço) e participou dos outros quatro gols da equipe
alvinegra, que goleou a Ponte Preta por 6 a 1, triunfo pela quinta vez
consecutiva e alcançou, provisoriamente, a terceira posição da tabela
classificatória.
Neymar fez o marcou pela primeira vez na Arena
Barueri aos 27min de jogo com um chute lindo de fora da área, aplicando um
efeito na bola que saiu do alcance do goleiro Lauro e entrou no canto direito do
goleiro pontepretano, e anotou o sexto aos 33min da etapa final. O badalado
atacante santista ainda contribuiu para Paulo Henrique Ganso e Edu Dracena (duas
vezes) ampliarem para os mandantes e, também, participou do bizarro gol contra
dos campineiros. Uendel descontou para os visitantes, que tiveram três jogadores
expulsos.
Acumulando vitórias desde que perdeu de virada
para o Palmeiras em Presidente Prudente há três finais de semana, pela quinta
rodada, o Santos chegou aos 21 pontos ganhos neste sábado e tirou
provisoriamente o terceiro lugar do time alviverde paulistano - que faz o
clássico do final de semana contra o São Paulo neste domingo. Já a Ponte Preta,
estacionada nos 15 pontos, viu o Linense se igualar na sétima colocação e passou
a ter em risco a vaga na zona de classificação.
Enquanto Neymar, Ganso e o goleiro Rafael se
apresentam à Seleção Brasileira para o amistoso contra a Bósnia na Suíça no meio
de semana, o Santos enfrenta na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), o também
campineiro Guarani, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Já a Ponte segue fora
de casa e viaja para Ribeirão Preto, onde pegará o Botafogo-SP em 1º de maio,
quinta, às 21h.
Domínio de Neymar:
O principal astro santista começou a se
destacar na partida deste sábado na Arena Barueri logo aos 11min, quando
realizou um ótimo lançamento para Ibson disparar em profundidade e, livre,
chutar para a defesa de Lauro, que saiu para fechar bem o gol. Neymar voltou a
aparecer aos 27min, pegando em cheio na bola e acertando um chute indefensável,
marcando o primeiro dos sete gols do jogo.
O segundo tento do Santos teve início nos
mesmos pés de Neymar, que encontrou Borges dentro da área. O camisa 9 se livrou
bem da marcação com um corte e, desequilibrado, tocou para o meio da pequena
área. A bola bateu na barriga de Paulo Henrique Ganso, deixou Lauro vendido no
lance e ficou livre na pequena área; restou ao camisa 10 empurrar para a rede
aos 34min.
Ameaça fugaz e massacre: A vantagem do
Santos só não foi maior porque Borges perdeu uma chance incrível aos 36min após
receber passe de Neymar, e o mesmo camisa 11 também mandou um chute perigoso de
fora da área aos 39min. A Ponte tirou proveito disso e descontou no início do
segundo tempo, aos 6min, com Uendel recebendo de Renato Cajá e batendo firme
contra o gol de Rafael.
O gol da Ponte não permitiu que o Santos
abaixasse a cabeça. Pelo contrário: a reação dos mandantes na Arena Barueri foi
imediata, com uma lambança da zaga pontepretana. Neymar cobrou escanteio, Borges
cabeceou e Lauro conseguiu defender no reflexo. Na sobra, porém, Guilherme
tentou afastar e chutou no peito de Ferron, e a bola entrou contra a própria
meta aos 11min. Dois minutos depois, Edu Dracena anotou o quarto depois de falta
cobrada na área por Neymar.
Os outros dois gols do Santos tiveram
participação do camisa 11. Primeiro ele cruzou na medida para o mesmo Edu
Dracena ampliar aos 22min e, depois, fechou o placar para o Santos. Ganso fez um
belo toque para Neymar, que bateu com estilo na saída de Lauro aos 32min.
A Ponte Preta, na verdade, já estava entregue
em campo nesse momento com nove homens e tentava fazer o máximo possível para
impedir uma goleada ainda maior em Barueri. O time campineiro terminou a partida
com apenas oito jogadores, depois de três expulsões no segundo tempo: Cicinho
aos 17min, Guilherme aos 24min e Cajá aos 35min.
O confronto em Barueri terminou com Neymar
cavando a suspensão com o terceiro cartão amarelo - a pena será cumprida
enquanto o atacante estiver na Seleção Brasileira - e com um bombardeio santista
contra o gol de Lauro. O arqueiro pontepretano se defendeu como pôde - e ainda
contou com uma bola na trave de Elano - e evitou que a vantagem se dilatasse
ainda mais.